Encontros semanais integram acompanhamento psicológico, contribuições da pedagogia e vivências que incluem arte, cultura, música, memória e experiências em diferentes espaços

O Brasil está envelhecendo — e rapidamente. Em pouco mais de duas décadas, a parcela da população brasileira com 60 anos ou mais quase dobrou, passando de 8,7% em 2000 para 15,6% em 2023. A projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é que, em 2070, cerca de 37,8% dos brasileiros estejam nessa faixa etária. A transformação demográfica amplia também o desafio de pensar novos espaços de cuidado, convivência, autonomia, acolhimento e participação social para uma população que vive mais e deseja continuar construindo projetos, relações e experiências.
Foi nesse contexto que o Vivências Afetivas 60+ foi apresentado oficialmente em Araguari, no último sábado (12). O lançamento reuniu dezenas de pessoas para conhecer a proposta de terapia em grupo direcionada ao público a partir dos 60 anos. O encontro contou com a apresentação da dinâmica de trabalho, momentos de partilha entre os convidados e música, antecipando algumas das experiências que passarão a integrar o processo terapêutico.
Idealizado por Lúcia Costa, psicóloga, musicista e acompanhante terapêutica, e Sandra Patesco, pedagoga, bacharel em Direito, com formação em Biblioteconomia e graduanda em Psicologia, o trabalho terá encontros semanais de duas horas. Uma hora será dedicada à terapia em grupo e a outra a vivências com experiências artísticas, musicais, culturais, de leitura, memória e outras possibilidades definidas a partir das características e necessidades do grupo.
Mais do que uma programação de convivência ou atividades para pessoas 60+, a proposta é estruturada como um processo terapêutico. Além do trabalho coletivo, prevê escuta e acolhimento individual dos participantes sempre que necessário. A Psicologia constitui a base do acompanhamento terapêutico e se soma à perspectiva da Pedagogia, que contribui com conhecimentos relacionados aos processos de aprendizagem, desenvolvimento, expressão e construção de novas experiências ao longo da vida.
Para Lúcia Costa, a terapia em grupo favorece o acolhimento e a identificação entre os participantes. “Muitas vezes, quando alguém compartilha uma experiência, o outro se reconhece naquela história e percebe que não está sozinho. Essa identificação e essa troca são algumas das riquezas da terapia em grupo”, explica.
Sandra Patesco destaca que essa integração amplia as possibilidades do trabalho. “A Psicologia e a Pedagogia não ocupam o mesmo lugar, mas podem caminhar juntas: uma cuidando especialmente dos aspectos psicológicos e emocionais e a outra favorecendo aprendizagem, expressão, participação e desenvolvimento ao longo da vida”, explica.
Outro diferencial será o caráter itinerante de parte dos encontros. Embora o Vivências Afetivas 60+ tenha um espaço fixo como referência, algumas vivências poderão acontecer em ambientes externos, como bosques, cafés e outros locais, além de passeios planejados pelo grupo. A proposta é utilizar diferentes espaços e experiências como recursos do próprio processo, ampliando possibilidades de interação, aprendizagem, expressão e construção de vínculos.
SERVIÇO
Vivências Afetivas 60+
Encontros: semanais, com duração de duas horas
Informações e inscrições: (34) 98831-6266
Instagram: @vivenciasafetivas
Assessoria de Imprensa:
Michele Borges

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