Nunca foi tão fácil abrir uma empresa, mas mantê-la continua sendo o maior desafio
Recorde na abertura de empresas revela mudança no comportamento dos brasileiros. Em busca de autonomia, propósito e qualidade de vida, profissionais deixam carreiras tradicionais para investir no próprio negócio, mas especialistas alertam: abrir uma empresa é apenas o primeiro passo.

O Brasil nunca teve tantos empreendedores. Em 2025, o país bateu recorde na abertura de empresas, com mais de 5,1 milhões de novos negócios formalizados. Desse total, cerca de 96% são micro e pequenas empresas, um movimento que revela uma transformação na forma como os brasileiros enxergam o trabalho e a construção da carreira.
No Dia Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas, celebrado em 27 de junho, os números ajudam a explicar uma mudança de comportamento. Para muitos profissionais, a estabilidade da carteira assinada deixou de ser prioridade. No lugar dela, ganharam espaço o desejo de empreender, conquistar autonomia, trabalhar com propósito e ter maior flexibilidade.
Atualmente, os pequenos negócios representam mais de 22,5 milhões de empresas no Brasil e respondem pela maior parte dos empregos formais gerados no país. Em Minas Gerais, eles representam cerca de 99% dos empreendimentos em atividade, reforçando o protagonismo desse segmento na economia.
Para a diretora executiva do BNI Regional Triângulo Norte, Priscila Bezerra, o empreendedorismo deixou de ser visto apenas como alternativa diante da falta de emprego e passou a representar um novo projeto de vida. “Existe uma mudança clara de mentalidade. Cada vez mais pessoas escolhem empreender porque desejam construir uma carreira alinhada aos seus valores, com mais autonomia e propósito. Ao mesmo tempo, sabem que isso exige preparo, planejamento e uma rede de apoio para enfrentar os desafios da gestão e do crescimento.”
Do Direito para o empreendedorismo
A advogada Mariana Lopes é um exemplo dessa transformação. Há oito anos, ela decidiu deixar a carreira jurídica para criar, ao lado da mãe, a Paixão por Biju, empresa especializada em acessórios e maquiagem.
A mudança nasceu da vontade de trabalhar em uma área com a qual sempre se identificou e também de conquistar mais liberdade para conciliar a vida profissional com a maternidade.”A advocacia foi muito importante na minha trajetória, mas empreender me permitiu trabalhar com algo que faz sentido para mim. Encontrei no universo da beleza uma forma de fortalecer a autoestima das mulheres e, ao mesmo tempo, conquistar mais liberdade para estar presente na criação da minha filha. Hoje consigo unir propósito, realização profissional e qualidade de vida.”
Segundo Mariana, a formação em Direito continua contribuindo para a administração do negócio, mostrando que a experiência profissional anterior pode se transformar em diferencial competitivo no empreendedorismo.
Abrir é fácil. Manter é o desafio.
Se por um lado empreender nunca esteve tão acessível, especialmente com o avanço das ferramentas digitais, por outro, manter a empresa saudável continua sendo um dos maiores desafios dos pequenos empresários.
Para o consultor de negócios e membro do BNI Inter, Cacá Carvalho, muitos empreendedores dominam tecnicamente o serviço que oferecem, mas deixam de lado a gestão da empresa.”Os erros mais comuns são não planejar, investir pouco em marketing e deixar de acompanhar indicadores financeiros, comerciais e de gestão de pessoas. Sem esses dados, o empresário perde a capacidade de tomar decisões e compromete o crescimento do negócio.”
Além da gestão, ele chama atenção para um aspecto pouco discutido: a preparação emocional do empreendedor. “Empreender exige lidar diariamente com pressão, prazos, clientes e decisões importantes. Outro grande desafio é aprender a delegar e construir processos para que a equipe consiga atuar com autonomia.”
Saúde financeira faz diferença
Na avaliação do contador e coordenador de performance Edy Carlos da Silva Filho, membro do BNI Eleve, a principal dificuldade dos pequenos negócios está na gestão financeira.”Hoje, um dos maiores desafios das empresas é transformar vendas em caixa. Muitos negócios faturam bem, mas enfrentam dificuldades porque recebem com atraso, não controlam o fluxo de caixa, precificam de forma inadequada ou crescem sem planejamento. É a gestão financeira que garante a sobrevivência da empresa.”
Outro erro recorrente, segundo ele, é misturar as finanças pessoais com as da empresa. “Quando o empresário não separa as contas, perde o controle do negócio e muitas vezes nem sabe quanto realmente lucra. Definir um pró-labore e manter uma gestão financeira organizada são medidas fundamentais para o crescimento sustentável.”
Edy Carlos também alerta para a necessidade de preparação diante da reforma tributária.
“Quem começar agora a revisar processos, planejamento tributário e formação de preços terá mais segurança para enfrentar as mudanças e aproveitar as oportunidades que surgirão.”
Empreender, mas sem caminhar sozinho
Para Priscila Bezerra, o crescimento do empreendedorismo também aumenta a necessidade de conexões estratégicas e troca de conhecimento entre empresários. “Empreender não precisa ser uma jornada solitária. Quando o empresário compartilha experiências, aprende com quem já enfrentou desafios semelhantes e constrói uma rede de relacionamentos sólida, ele reduz erros, identifica oportunidades e aumenta as chances de crescer de forma sustentável. Esse é um dos propósitos do BNI: fortalecer empresas por meio da colaboração e da geração de negócios.”
Para saber mais ou participar de um encontro como visitante, acesse:
(34)991259776 Priscila Bezerra
priscila@bnitriangulo.com.br
https://www.instagram.com/bnitriangulo
https://bnitriangulo.com.br/pt-BR/index
Contato para imprensa:
Margareth Castro – Assessoria de ImprensaRecorde na abertura de empresas revela mudança no comportamento dos brasileiros. Em busca de autonomia, propósito e qualidade de vida, profissionais deixam carreiras tradicionais para investir no próprio negócio, mas especialistas alertam: abrir uma empresa é apenas o primeiro passo.
O Brasil nunca teve tantos empreendedores. Em 2025, o país bateu recorde na abertura de empresas, com mais de 5,1 milhões de novos negócios formalizados. Desse total, cerca de 96% são micro e pequenas empresas, um movimento que revela uma transformação na forma como os brasileiros enxergam o trabalho e a construção da carreira.
No Dia Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas, celebrado em 27 de junho, os números ajudam a explicar uma mudança de comportamento. Para muitos profissionais, a estabilidade da carteira assinada deixou de ser prioridade. No lugar dela, ganharam espaço o desejo de empreender, conquistar autonomia, trabalhar com propósito e ter maior flexibilidade.
Atualmente, os pequenos negócios representam mais de 22,5 milhões de empresas no Brasil e respondem pela maior parte dos empregos formais gerados no país. Em Minas Gerais, eles representam cerca de 99% dos empreendimentos em atividade, reforçando o protagonismo desse segmento na economia.
Para a diretora executiva do BNI Regional Triângulo Norte, Priscila Bezerra, o empreendedorismo deixou de ser visto apenas como alternativa diante da falta de emprego e passou a representar um novo projeto de vida. “Existe uma mudança clara de mentalidade. Cada vez mais pessoas escolhem empreender porque desejam construir uma carreira alinhada aos seus valores, com mais autonomia e propósito. Ao mesmo tempo, sabem que isso exige preparo, planejamento e uma rede de apoio para enfrentar os desafios da gestão e do crescimento.”
Do Direito para o empreendedorismo
A advogada Mariana Lopes é um exemplo dessa transformação. Há oito anos, ela decidiu deixar a carreira jurídica para criar, ao lado da mãe, a Paixão por Biju, empresa especializada em acessórios e maquiagem.
A mudança nasceu da vontade de trabalhar em uma área com a qual sempre se identificou e também de conquistar mais liberdade para conciliar a vida profissional com a maternidade.”A advocacia foi muito importante na minha trajetória, mas empreender me permitiu trabalhar com algo que faz sentido para mim. Encontrei no universo da beleza uma forma de fortalecer a autoestima das mulheres e, ao mesmo tempo, conquistar mais liberdade para estar presente na criação da minha filha. Hoje consigo unir propósito, realização profissional e qualidade de vida.”
Segundo Mariana, a formação em Direito continua contribuindo para a administração do negócio, mostrando que a experiência profissional anterior pode se transformar em diferencial competitivo no empreendedorismo.
Abrir é fácil. Manter é o desafio.
Se por um lado empreender nunca esteve tão acessível, especialmente com o avanço das ferramentas digitais, por outro, manter a empresa saudável continua sendo um dos maiores desafios dos pequenos empresários.
Para o consultor de negócios e membro do BNI Inter, Cacá Carvalho, muitos empreendedores dominam tecnicamente o serviço que oferecem, mas deixam de lado a gestão da empresa.”Os erros mais comuns são não planejar, investir pouco em marketing e deixar de acompanhar indicadores financeiros, comerciais e de gestão de pessoas. Sem esses dados, o empresário perde a capacidade de tomar decisões e compromete o crescimento do negócio.”
Além da gestão, ele chama atenção para um aspecto pouco discutido: a preparação emocional do empreendedor. “Empreender exige lidar diariamente com pressão, prazos, clientes e decisões importantes. Outro grande desafio é aprender a delegar e construir processos para que a equipe consiga atuar com autonomia.”
Saúde financeira faz diferença
Na avaliação do contador e coordenador de performance Edy Carlos da Silva Filho, membro do BNI Eleve, a principal dificuldade dos pequenos negócios está na gestão financeira.”Hoje, um dos maiores desafios das empresas é transformar vendas em caixa. Muitos negócios faturam bem, mas enfrentam dificuldades porque recebem com atraso, não controlam o fluxo de caixa, precificam de forma inadequada ou crescem sem planejamento. É a gestão financeira que garante a sobrevivência da empresa.”
Outro erro recorrente, segundo ele, é misturar as finanças pessoais com as da empresa. “Quando o empresário não separa as contas, perde o controle do negócio e muitas vezes nem sabe quanto realmente lucra. Definir um pró-labore e manter uma gestão financeira organizada são medidas fundamentais para o crescimento sustentável.”
Edy Carlos também alerta para a necessidade de preparação diante da reforma tributária.
“Quem começar agora a revisar processos, planejamento tributário e formação de preços terá mais segurança para enfrentar as mudanças e aproveitar as oportunidades que surgirão.”
Empreender, mas sem caminhar sozinho
Para Priscila Bezerra, o crescimento do empreendedorismo também aumenta a necessidade de conexões estratégicas e troca de conhecimento entre empresários. “Empreender não precisa ser uma jornada solitária. Quando o empresário compartilha experiências, aprende com quem já enfrentou desafios semelhantes e constrói uma rede de relacionamentos sólida, ele reduz erros, identifica oportunidades e aumenta as chances de crescer de forma sustentável. Esse é um dos propósitos do BNI: fortalecer empresas por meio da colaboração e da geração de negócios.”
Para saber mais ou participar de um encontro como visitante, acesse:
(34)991259776 Priscila Bezerra
priscila@bnitriangulo.com.br
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Contato para imprensa:
Margareth Castro – Assessoria de Imprensa

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