TESTE DO PEZINHO PERMITE DIAGNÓSTICO PRECOCE E PREVINE SEQUELAS EM RECÉM-NASCIDOS

Unimed Uberlândia reforça importância da conscientização das famílias sobre a realização do exame dentro do período recomendado

Celebrado em 6 de junho, o Dia Nacional do Teste do Pezinho reforça a importância da triagem neonatal como uma das principais ferramentas da medicina preventiva para identificação precoce de doenças raras, genéticas, metabólicas e infecciosas ainda nos primeiros dias de vida.

O tema ganha destaque em Minas Gerais, estado pioneiro na ampliação da triagem neonatal no país. Atualmente, a rede pública mineira rastreia gratuitamente mais de 60 doenças em todos os 853 municípios, antecipando etapas previstas na legislação federal e consolidando o estado como referência nacional no diagnóstico precoce neonatal.

O exame é realizado por meio da coleta de gotas de sangue do calcanhar do recém-nascido e deve ser feito preferencialmente entre o 3º e o 5º dia de vida. Segundo especialistas, a identificação precoce de doenças permite iniciar rapidamente o tratamento e evitar sequelas graves. Para o médico pediatra cooperado da Unimed Uberlândia, Dr. Roberto Gosuen, o Teste do Pezinho representa um dos maiores avanços da pediatria moderna. “O Teste do Pezinho é um dos maiores avanços da Pediatria moderna ao lado dos imunizantes e vacinas. Muitas doenças não apresentam sintomas aparentes ao nascimento, e o exame permite identificar precocemente condições que podem comprometer seriamente o desenvolvimento da criança”, afirma.

O pediatra explica que o programa surgiu internacionalmente na década de 1960 e foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2001, por meio do Programa Nacional de Triagem Neonatal. Desde 2021, alguns estados brasileiros, como Minas Gerais, ampliaram a capacidade de rastreamento para mais de 60 doenças. “Minas Gerais é pioneiro nesse processo graças à parceria com a UFMG e o NUPAD, permitindo que dezenas de condições patológicas sejam pesquisadas precocemente. Isso representa um grande avanço para a saúde pública e para a prevenção de sequelas permanentes”, destaca o médico.

Entre as doenças rastreadas estão a fenilcetonúria, o hipotireoidismo congênito, a doença falciforme, a fibrose cística, a hiperplasia adrenal congênita, a deficiência de biotinidase e a toxoplasmose congênita. Segundo Dr. Roberto Gosuen, o diagnóstico precoce pode mudar completamente a trajetória de vida da criança. “A fenilcetonúria, por exemplo, pode causar deficiência intelectual severa, mas quando identificada precocemente pode ser controlada com dieta adequada. O hipotireoidismo congênito pode provocar atraso neuropsicomotor grave sem tratamento. Já a hiperplasia adrenal congênita pode evoluir para crises graves, choque e até óbito”, explica.

O médico também ressalta que o Teste do Pezinho vai além da triagem inicial. “O exame não representa apenas uma coleta de sangue. Ele é uma oportunidade de busca ativa, confirmação diagnóstica, início rápido do tratamento e acompanhamento especializado da criança. Quanto mais cedo isso acontece, maiores são as chances de desenvolvimento saudável e qualidade de vida”, enfatiza.

Doenças como fibrose cística, doença falciforme e toxoplasmose congênita também podem ter impactos significativamente reduzidos quando diagnosticadas nos primeiros dias de vida, permitindo acompanhamento médico, suporte nutricional, vacinação e terapias específicas de forma precoce.

A Unimed Uberlândia reforça a importância da conscientização das famílias sobre a realização do exame dentro do período recomendado. “O ideal é que a coleta seja realizada entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê. Esse período é fundamental para garantir maior eficácia no rastreamento e permitir que qualquer intervenção aconteça o mais rapidamente possível”, conclui Dr. Roberto Gosuen.

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