Em evento em prol da AACD, singularidades e a música se encontram 

Ser singular me proporciona coisas maravilhosas, me faz ter momentos incríveis e me ajuda a compreender a diversidade do ser humano. Com alegria e um sorriso, vou quebrando qualquer barreira, enxergando o melhor de quem está à minha volta e colhendo empatia, carinho e amor.

Igor Castanheira

Só posso agradecer, gosto do cuidado, do acolhimento e  do calor humano que recebo. Ter escolhido a cultura e arte como meio de vida ampliou o meu mundo. O que me faz ter vários encontros comigo.  Assim, me desconstruindo constantemente, sigo como uma obra inacabada.

Esta noite foi maravilhosa, não sei explicar este sentimento, mas posso dizer que unir a música independente e solidariedade parece simples, mas tem uma força. O Rock Do Bem, reuniu amigos, grandes artistas e me trouxe uma liberdade que não sei descrever.

Em uma jam, de alta qualidade, em que toda renda foi revertida para AACD Uberlândia, o clima foi de muita festa. Logo na chegada fui recebido com um belo sorriso e a energia da Eleticia, em seguida  recebi o carinho do Davi, dono da casa e responsável por fazer do London Pub a melhor casa de shows da cidade, dali me acomodei em frente ao palco e, por ali, fiquei. 

A querida Adreana estava na correria da produção, mas feliz em ver o resultado, claro, foi lá me dar aquele abraço e voltou ao trabalho. A Nara, que estava registrando tudo e fazendo vários cliques dessa noite, sempre encontrava um tempo para cantarmos juntos, que  carinho, adorei nossos momentos. confiram o belo trabalho que ela faz no insta

Essa energia continuou com a chegada das amigas Valéria e Janete. A Valéria, sempre no 220, animada, filmando tudo e contando histórias de cada um que subia no palco, você vai ver um pouco desse registro no meu instagram. Valéria o seu jeito é contagiante, só posso agradecer

Também fui acolhido por vários amigos que subiram no palco, um evento com muita história,  milhares de lembranças e diversas amizades. Dá pra  imaginar o tento que estava boa esta energia.

Madame Surtô abriu a noite e deu um belo recado de como seria a festa. Eu que nunca tinha ido ao show, posso dizer que irei aos próximos, parabéns! Com músicas de Adele e Pink, o grupo abriu espaço para as Divas, que com um Pot-pourri bem organizado,  mantiveram o clima lá em cima para a chegada da banda Mad Houdini, que tocou seu grunge potente.

Continuando nesse clima, a Venosa incendiou o London com Foo Fighters e outros clássicos do rock, cantando com Ítalo, da AP7,  um hit do CPM22. Flávio, também prestigiou o rock nacional. Já a Dama de Espadas veio com o seu hard rock tradicional. Pablo voltou a colocar o Brasil em evidência. Fechando a festa, a jovem Nicole, cantou ao lado de Didio e Ítalo.

Teve muita música boa, do rock ao pop e várias de suas vertentes,  foi uma noite para  lavar a alma, cantar junto e deixar a atitude rock and roll tomar conta de nós.

Mas a festa foi muito mais do que som e música, quero destacar a fala da  Nicole ao final da sua apresentação, quando lembrou de quando trabalhou na AACD e agradeceu pelo seu avô poder realizar o tratamento na instituição atualmente.

Cada um que compareceu ao London nesta noite pode contribuir para a melhoria de vida de milhares de pessoas durante o ano. Um trabalho realizado a várias mãos, onde as pessoas com singularidades conseguem se desenvolver para a sociedade. Ao mesmo tempo em que criam vínculos afetivos que as alimentam nessa trajetória da qual trilhamos diariamente.

Somos únicos e imperfeitos, todos com nossas condições e singularidades. Mas todos temos capacidade de construir um mundo melhor se aprendermos que a empatia é algo que deve ser ensinado, se aceitarmos o amor como um meio de vida e não uma condição, se nos  deixarmos ser mais puros e simples e se aprendermos que precisamos do outro. Deste modo,  podemos crescer e evoluir. Somente a  natureza se mantém sozinha.

Pessoas  com a minha realidade tentam ser igual a todos, sem perceber que podemos gerar algo que falta no mundo, o amor puro, sem troca, sem competição, sem ego. Mas cabe a nós gerar esse sentimento, nos permitindo entrar em um mundo novo e, posso dizer, que a cultura nos fornece algo riquíssimo, a pluralidade das nossas imperfeições e a beleza das nossas singularidades.

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