Apresentações acontecem nesta sexta e sábado, às 20h
O Encontro entre dois importantes escritores da literatura brasileira marca o final de semana no Cineteatro Nininha Rocha. O espetáculo “Hilda e Caio” irá impressionar o público com diálogos profundos e reflexivos. Os autores entram em questões importantes e históricas, ainda mais em uma era em que o imediatismo nos deixa sempre com a sensação de que estamos sem tempo e não percebemos o quanto estamos regredindo

Vamos aplaudir o talento de Lavínia Pannunzio e André Kirmayr, além de conhecer dois personagens icônicos da nossa literatura, iremos prestigiar Lavínia que, mais uma vez retorna para a cidade natal, para nos encantar.
Compre o seu ingresso presencialmente na Loja Inclusive Brechó, localizada na Av. Cesário Alvim, 396 – Centro (aberta das 9h às 18h, de segunda a sexta e das 9h às 14h aos sábados – estacionamento conveniado ao lado) ou no site. O espetáculo acontece nesta sexta e sábado (12 e 13) a partir das 20h.
A peça é constituída por diálogos dos dois mais importantes escritores brasileiros do século XX. O texto parte de um episódio real para, ficcionalmente, trabalhar a relação entre eles e seus pontos de vista no que diz respeito aos temas abordados com diálogos vívidos e focados no embate humano entre essas duas figuras.
Diante da perseguição militar, Hilda estimula Caio a exilar no exterior, aproveitando o ensejo de diversos artistas que então tomam o mesmo rumo. Faz os contatos necessários e averigua possibilidades. Enquanto isso, Caio, farto dos revezes que vem sofrendo e das constantes guinadas que é obrigado a dar em sua vida, fica numa indecisão que o mantém na inércia. Ele opta então por uma resolução simples, mas drástica: parar de escrever. Para isso, alega não suportar mais o panorama geral da literatura brasileira e de sua própria carreira, em que pesem o expressivo número de casas editoriais fechando as portas, editores exigindo dos criadores algo com mais apelo comercial, a falta de leitores, a falta de espaço na imprensa, seus dois livros publicados encalhados nas prateleiras (“foi como soltar um grito no deserto”) e as constantes reclamações de Hilda, que, embora seja uma das escritoras mais reconhecidas do país, não consegue vender seus livros.
Hilda recebe com ceticismo a decisão de seu pupilo e o acusa de estar escondendo (dela ou talvez de si mesmo) o real motivo, que seria uma forma de fugir da perseguição da ditadura. Argumenta que não adianta parar de escrever, que “as ideias, deliciosamente incendiárias e contagiosas, estão na gente, não na palavra”, e o provoca lembrando-o da vocação de um escritor, que não pode e não irá jamais parar de escrever enquanto não produzir toda a obra de uma vida. Essa fricção entre os dois e o ato de escrever impulsiona a ação da peça.
Conheça Lavínia Pannunzio
Lavínia Pannunzio nasceu em um ambiente privilegiado. Filha da escritora Martha Pannunzio, sua casa era frequentada por muitas pessoas “esquisitas”, que mais tarde se tornaram amigos e amantes da arte.
A experiente atriz conheceu o teatro brincando na casa da avó Joaninha. A meninada se reunia à tarde para brincar de teatro. A molecada se divertia com as histórias das peças teatrais que a vovó Joaninha aprendeu em seus tempos de escola.
Porém, foi aos 13 anos, que a então jovem Lavínia, descobriu o que queria fazer pelo resto da vida. Ela conheceu Humberto Tavares, responsável por criar um grupo de teatro na cidade. No início, a jovem acompanhava os ensaios, somente no ano seguinte, subiria ao palco. No início da década de 80, ela estreou no teatro com a peça “ O Noviço”. A artista nos contou que os ensaios duraram um ano e eram realizados aos finais de semana no quintal da casa dela. Logicamente, todos os envolvidos ajudavam na produção da peça.
Cada vez mais apaixonada pelas artes, a jovem decidiu estudar artes cênicas e, para isso, precisou mudar de cidade. Ela prestou vestibular e acabou se formando na Unicamp. Nessa época de faculdade, a atriz nos contou que recebeu todo o apoio dos pais e dos professores que a ajudaram na graduação, pois durante os anos de curso, Lavínia ficou dividida entre espetáculos e família.
Como uma legítima mineirinha, Lavínia, aos poucos, conquistou os palcos do país. Já trabalhou em grandes espetáculos e com grandes diretores, se consolidando como um dos grandes nomes do teatro brasileiro.
Porém, mesmo conseguindo viver seu sonho de infância, a atriz reconhece a dificuldade de se viver, exclusivamente, de arte no país. Há pouco incentivo, há pouca educação cultural no Brasil. As pessoas não dão o verdadeiro valor à cultura, à arte, seja ela qual for, mesmo sabendo que a arte e a cultura são o maior “trunfo” de um povo.
SERVIÇO:
Peça: Hilda e Caio
Quando: 12 e 13 de julho de 2024
Horário: 20h.
Local: Cineteatro Nininha Rocha – Praça Prof. Jacy de Assis, s/n – Centro,
Vendas antecipadas:
– Site Megabilheteria.com (24 horas e com taxa se conveniência) https://megabilheteria.com/evento/temporada?id=20190313152405
– Loja Inclusive Brechó, na Av. Cesário Alvim, 396 – Centro (aberta das 9h às 18h, de segunda a sexta e das 9h às 14h aos sábados – estacionamento conveniado ao lado)
– Sala Uberlândia na Rota das Culturas, Uberlândia Shopping – Av. Paulo Gracindo, 15, segundo piso, próximo ao Café do Ponto.
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 65 minutos
Gênero: Drama
FICHA TÉCNICA
Texto e direção: Kiko Rieser
Elenco: André Kirmayr e Lavínia Pannunzio
Cenário e figurinos: Kleber Montanheiro
Desenho de luz: Gabriele Souza
Música original: Mau Machado
Preparação corporal: Fabricio Licursi
Visagismo: Eliseu Cabral
Assistência de direção: Beatriz Aguera
Assistência de figurinos: Thaís Boneville
Assistência de visagismo: Márcio Merighi
Cenotécnica: Evas Carretero
Consultoria dramatúrgica: Leo Lama
Costura: Lili Santa Rosa
Peruca: Adriana Almeida
Contrarregragem: Allan Moreira
Operação de luz e som: Rodrigo Palmieri
Assessoria de imprensa: Flávia Fusco Comunicação
Design gráfico: Letícia Andrade (Nós Comunicações)
Fotos: Heloísa Bortz
Mídias sociais: Felipe Pirillo (Inspira Comunicação)
Direção de produção: Kiko Rieser
Produção executiva: Fernanda Lorenzoni
Idealização: Kleber Montanheiro e Kiko Rieser
Produção local: Uberlândia na Rota das Culturas – Carlos Guimarães e Maíra Pelizer
Assessoria de imprensa local: Cristiane Guimarães

Deixe um comentário