‘A Vedete do Brasil’ canta a força e mostra a fragilidade de uma mulher que fez os seus padrões

Que espetáculo divertido, envolvente e que nos remete a reflexões interessantes. “A Vedete do Brasil” segue em cartaz neste domingo para uma última apresentação no Teatro Municipal de Uberlândia, às 18h. Garanta o seu ingresso no site e não perca a chance de compreender que as marcas que carregamos da vida são os ensinamentos que conseguimos passar para as próximas gerações. 

Vou deixar aqui alguns questionamentos: por que a nossa imagem tem tanto valor? Por que queremos esconder a  nossa fraqueza? Com a nossa imagem sendo exposta 24h por dia, como  contaremos o nosso passado? Teremos segredos? Por que o outro nos atinge? Será que conseguimos evoluir? Até quando podemos nos enganar?

Sem maquiagem, despida da vaidade e, tampouco, sem a necessidade de “ser forte” o tempo inteiro, o espetáculo mostra uma Virgínia Lane por trás das cortinas e das telas, ao mesmo tempo, enaltece a sua coragem, mostra a sua força e a sua importância para a transformação de padrões, que até hoje teimam em voltar.

No palco Suely Franco, Flávia Monteiro e Bela Quadros se completam e dão um show de interpretação e trazem à tona um imaginário que muitos só conhecem pelos livros e filmes. Essa volta no tempo, entre as décadas de 30 e 50, é feita  através de um cenário e figurinos pensados nos mínimos detalhes.

Virgínia Lane conhecia os preconceitos e enfrentava os padrões de peito aberto, era determinada e nunca teve medo de se expressar e falar o que pensava, com comportamentos e posturas muito à frente do seu tempo, a maior vedete do Brasil abriu caminhos para a liberdade e empoderamento feminino, por outro lado, ela carregou as feridas dessa mudança. Essa história é cantada e contada de uma maneira leve e com todo glamour que Virgínia Lane merece

Enquanto Bela Quadros vive essa poderosa Virgínia, na qual muitas mulheres se espelham, Suely Franco, que interpreta a personagem na fase final da vida, e Flávia Monteiro, que vive a filha da vedete do Brasil, têm uma relação difícil, mas com respeito e admiração.

Mesmo querendo voltar as glórias do passado, Virginia Lane, tem receios que a sua única filha passe tudo o que ela passou. Com essa contradição, de querer  preservar a sua imagem de sucesso intacta, mas ao mesmo tempo,  com medo de reabrir feridas causadas por uma sociedade machista, ela e Marta vivem uma relação de carinho, gratidão e frustração.

“A Maior Vedete do Brasil” é um espetáculo para todas as gerações e que nos trazem questões muito atuais

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