Depois de 40 anos de carreira, Paulo Betti, decidiu contar a própria história no teatro. E, para quem é de Uberlândia e região e quer conhecer a trajetória de um dos maiores atores brasileiros, que tanto já nos emocionou, nos fez rir, chorar e refletir, com inúmeras personagens, poderá conferir o ator, no aclamado monólogo, “Autobiografia Autorizada”.
Serão quatro apresentações, entre os dias dois e cinco de julho, no Teatro Municipal. A entrada, para a primeira noite custará R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), no dia seguinte, os valores dos ingressos serão alterados para R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia), nestas duas noites, as poltronas não serão numeradas. No sábado e no domingo, os tickets passarão a valer R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia), nestes dias, os assentos serão demarcados. quinta-feira, sexta-feira e sábado, o espetáculo começará às 21h e no domingo às 18h.
Neste sábado (13) começaram a ser vendidos os ingressos, somente para a estreia, e a partir do dia 18, os mesmos poderão ser adquiridos para as demais sessões, na Loja Colcci, no Center Shopping, todos os dias da semana, entre às 12h e 20h, o telefone para contato é: 34 3216–7303.
A peça mescla, na dose certa, drama e comédia. O ator conta como foi a infância no interior paulista, juntamente com seus 15 irmãos. Como ele adquiriu o gosto pela leitura, mesmo sendo de origem muito humilde. Este, com certeza, não foi um período fácil. “Quando eu lia gibi, minha mãe dizia: ‘não atrapalhem o garoto, ele está estudando’”, relembrou Betti.

A vantagem do ator foi que naquela época, a maioria das escolas públicas era de qualidade, o que é raro atualmente. Paulo, como gostava de histórias, começou a anotar o que ele e a família viviam e, estas memórias, serviram de inspirações para a montagem do monólogo. Além das lembranças, o cenário da peça conta com objetos da família, guardados há décadas.
As lembranças impelidas pela pobreza da imigração, a religiosidade afro, a ingenuidade do universo caipira e a epifania, que desencadeia um fluxo de sentimentos, são descritas sem complacência queixosa, saudosismo melodramático ou exibicionismo. Assim, a história de um caipira que chega ao mundo com dificuldades e torna-se um dos maiores atores do Brasil é contada com emoção, humor e interação com o público. “Para mim, a peça tem um efeito quase catártico, e é muito bom ver como as pessoas saem do teatro, querendo também valorizar a sua própria história, o que é uma coisa básica”, disse o artista.

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