Silvia Pfeifer garante emoção em ‘Callas’

Silvia Pfeifer, protagonista da peça “Callas”, que estará em cartaz no Teatro Municipal nos próximos dias oito e nove deste mês, garante emoção e surpresas ao público. A atriz concedeu entrevista exclusiva ao blog, contou muito sobre o espetáculo que mostra, segundo a própria, a “maior cantora lírica do mundo”.

Silvia esbanjou elogios a Marília Pêra, diretora da trama e também contou um pouco do figurino, do ensaio, do roteiro, além de enfatizar a beleza da história da cantora.

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Confira a entrevista a íntegra:

Igor: Silvia, você é dirigida por outra grande artista, Marília Pêra, que já interpretou a mesma personagem e, por conta desta experiência pôde te ajudar na construção de Callas. Sobre essa construção, gostaria de saber como foi que surgiu o convite? Como foi a construção da personagem? E qual a influência que Marília teve durante este processo?

Silvia Pfeifer: Um dia o telefone tocou e era a Marília me convidando para interpretar Maria Callas, aceitei na hora, mesmo sem ler o texto. Depois comecei a pesquisar tudo, eu já sabia um pouco sobre Callas, mas com a peça descobri muito mais coisas. Marilia me ajudou muito, deu muitos conselhos, muitas dicas. Ela é uma mestra e sabe tudo.

Igor: Interpretar uma cantora, já não é fácil, ainda mais Callas, que é um marco da sua geração. Como e quando ficou conhecendo o trabalho da artista? Gosta de música lírica? Fez aulas de canto?

Silvia Pfeifer: Eu sabia o que o grande público já sabe, que ela foi uma cantora muito importante e que teve um romance com Onassis. Depois que li o texto e comecei a estudar sobre a vida e obra dela, descobri que trata-se de uma pessoa muito mais importante e com uma historia de vida muito rica e comovente.

Gosto muito de musica clássica e cheguei a fazer algumas aulas de canto para entender como funciona a respiração, a pausa, apesar deu não cantar em cena. A peça tem uma hora de duração e costumo dizer que é uma aula sobre Callas.

Quem conhece Maria Callas, ficará surpreso e emocionado com revelações que o grande público desconhece, e quem não conhece, saberá muito sobre a vida e obra dela. Ao pensar na direção, Marília teve a ideia de transformar em um documentário ao vivo. Enquanto Callas observa os objetos, ela usa alguns deles, como os figurinos de óperas famosas. Assim, enquanto eu provo o vestido, três telões vão exibir a própria Callas trajando o mesmo figurino de personagens como Ana Bolena e Tosca. O público acompanha uma espécie de documentário no qual aparecem filmes, fotos e a própria voz de Callas.

Igor: Callas teve uma vida muito intensa, dentro e fora dos palcos. Como você e Cássio Reis construíram a jornada desta personagem? Como são os ensaios? Teve algum fato específico que vocês encontraram maior dificuldade? Qual foi esse momento?

Silvia Pfeifer: Trata-se de uma homenagem a maior cantora lírica que o mundo já viu e que teve uma vida tão dramática quanto as personagens que ela interpretou. Estamos em turnê desde marco do ano passado e já passamos por 42 cidades. Ensaiamos dois meses. Toda noite é uma grande emoção.

A peça tem uma hora de duração e se passa 1977, um dia antes da morte dela. Um amigo está organizando uma exposição sobre a vida e carreira dela, nessa retrospectiva ela vai contando para o amigo, fatos importantes sobre a vida e obra.

Interpretar uma pessoa que existiu é uma tarefa difícil. Esse texto me cativou, e Marilia reuniu um grupo interessante de trabalhar. Por eu não ter vindo dos palcos, ir para o teatro tem que ser uma história, um texto, um projeto que me cative de alguma forma. Foi o que esse espetáculo conseguiu, a honra de trabalhar e ser dirigida por Marília, falar sobre a Callas, de estar levando a vida de uma pessoa que poucos conhecem. Uma vida

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