A dança é uma das expressões artísticas mais bonitas e que trabalha o corpo e a alma, ao mesmo tempo em que ela tem o poder de dar vitalidade e de rejuvenescer. No próximo dia 12, a partir das 19h, no Teatro Municipal de Uberlândia, acontecerá a abertura do Festival de Dança do Triângulo, com entrada gratuita.

E, quem comandará esta festa será um grupo formado por artistas das cidades de Uberlândia e Araguari. A apresentação irá emocionar o público, pois tocará em pontos que compõe a nossa essência, mostram a nossa evolução e traz o poder que temos de nos desconstruir e nos enxergar belos.
O grupo é composto pela diversidade de corpos e as suas singularidades, com a sua juventude ou experiência, com suas histórias e as suas potencialidades. Juntos, eles provam que podem se misturar e construir algo lindo. Esse sentimento deve ser transferido para a sociedade.
O amor pela dança e a vontade de superar desafios é uma das similaridades do grupo que se formou em 2022, convidados pela APDU para se apresentar, no foyer do teatro, no mesmo dia em que o Grupo Corpo se apresentou no palco principal.
A coreografia “Todo Cambia”, elaborada pelos coreógrafos Eduardo Paiva e Cláudio Strondum conquistou a alma desses artistas que decidiram prosseguir com os ensaios para a abertura do Festival de Dança do Triângulo.
O grupo é formado por professores de dança e donos de academia, mas muitos atuam em outros setores, são psicólogos, empresários, produtores culturais , artistas plásticos que tiveram contato com a dança na adolescência e aceitaram o convite para retornar ao palco.
Antonia Nunes, produtora cultural da cidade de Uberlândia, relembra que, aos 12 anos de idade, teve seu primeiro contato com a dança e o quanto esse encontro com a arte à fez expandir culturalmente. Antes de trabalhar com a produção cultural, também exerceu a função de professora de dança. Atividade que desenvolveu por algum tempo para pagar seus cursos e a graduação.

Muitos participaram das primeiras edições do Festival de dança do Triângulo e tem até bailarinos premiados no próprio festival e que estão entusiasmados em voltar a participar do evento.
Destaque marcante para Elizabet Brito ( Betinha), hoje com 82 anos, bailarina, empreendedora da dança em Uberlândia e responsável pela criação da 1ª.edição do Festival de dança do Triângulo. Ela participa da coreografia “Cambia” e mostra que a dança cura e não tem idade. Seu corpo se movimenta lindamente conectado com a expressão de sua alma.
A diversidade não está somente nas profissões exercidas, ela aparece também na idade, tem bailarinos com 70 e 80 anos dançando junto com adultos e jovens. São corpos já vividos, corpos magros, corpos mais robustos, estatura alta, média e baixa. São brancos, pardos e pretos. Todos juntos, cada um com sua especialidade, movimentando seus corpos com a riqueza de suas histórias vividas até aqui.
Foram 06 meses de ensaio. Um trabalho construído com muito empenho e dedicação de cada envolvido. “Todos são singulares e apresentam uma potência. O nosso desafio como coreógrafo foi ressaltar o potencial de cada um na coreografia. Eu me surpreendi com a capacidade de superação desses artistas ” diz Cláudio Strondum um dos coreógrafos do grupo.
“O grupo ainda não tem nome, mas tem a vibração de uma ‘Fênix’ pela sua capacidade de resgatar os movimentos da dança que vivem na memória de seus corpos e na leveza de suas almas”, diz Eduardo Paiva, um dos mentores do projeto.
Esses 23 bailarinos se apresentam na abertura do Festival de Dança do Triângulo com a coreografia “Todo Cambia”, no foyer do teatro e com a coreografia “Faces” no palco principal.
Vale a pena conferir esse espetáculo que vai te mostrar que a dança é plural, democrática, abrangente e para todos.
Evento: Festival de Dança do Triângulo
Data: 12/07/2023
Local: Teatro Municipal de Uberlândia
Horário: 19h
Entrada franca com ingressos na plataforma Sympla
Elenco
Antônia Nunes de Oliveira
Cláudia Bittencourt Carvalho
Karolina Cordeiro Alvarenga
Cláudio Henrique Eurípedes de Oliveira
Patrícia Fidélis Silveira
Maria Amelia Peixoto Silva
Eduardo Antônio Lopes de Paiva
Leila Terezinha Nunes Haddad
Fábio Vladimir Silva
Paulo Henrique silva
Ilmar da Silva Paula
Alessandra Ladir Vieira de Morais.
Carla Vilela Almeida
Divina Nunes de Oliveira
Denise A. Simari Rodrigues
Clarita Claupero Almeida
Dyego Borges
Claudia Nunes
Pedro cordeiro
Elizabet Britto.
Valéria Maria da Silva
Giulia Maria da Silva Ranulfo
Pércia Nunes de Oliveira
Diretor artístico e Coreógrafos:
Eduardo Paiva e Cláudio Strondum

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