Batidas de Leandro Lucco fazem sucesso nas pistas

Nos próximos 10 dias, a cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, será invadia por cinco mil jovens que participarão dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) e quem abrirá a festa será Lucas Lucco. Todos conhecem o talento, os sucessos do sertanejo e a multidão que o jovem leva aonde vai. Mas não é sobre ele que irei falar nessa matéria. Poxa! Você faz essa introdução toda e não vai falar dele? Então vai falar de quem?

Calma pessoal, essa matéria mostrará que a família Lucco tem talento no sangue. Com o pai radialista, claro, os filhos cresceram rodeados de música, ritmos, som e muita arte. Resultado? Tanto Lucas quanto Leandro se encantaram com a música.

Enquanto um foi para o sertanejo, Leandro mostrou talento com a música que vem conquistando milhares de adeptos pelo mundo a cada dia, sabe qual é? A eletrônica, mais especificamente o house.

O jovem se apaixonou pelo estilo, que nasceu nos anos 80 e, a cada dia, vem se modificando e ganhando uma sonoridade cada vez mais rápida.

Leandro está construindo uma carreira sólida e conquistando fãs por onde passa. Nesta festa universitária que irá perdurar por 10 dias, caberia muito bem, Lucas na abertura e Leandro no encerramento.

O irmão mais novo de Lucas conversou com nosso blog e contou por que decidiu seguir outro caminho, as influências de casa, sobre o irmão e, também dos projetos futuros.

Confira a entrevista na íntegra:

P: Qual e quando foi seu primeiro contato com a música?

R: Meu primeiro contato foi entre os seis e sete anos de idade. Como meu pai e meus tios são radialistas, foi muito fácil ter contato com a música!

P: Você sempre conviveu com o universo musical, mas qual o estilo mais te chamou a atenção quando criança?

R: Meu pai não acreditava, mas eu curtia, muito, MPB quando criança. Depois passei a escutar muito sertanejo e, a partir dos 14 anos, veio à paixão pela música eletrônica.

P: Com toda essa influência, você e seu irmão (Lucas) herdaram a veia artística, por que seguiram caminhos tão diferentes?

R: Gosto muito da música sertaneja, mas a partir do momento que você escolhe trabalhar com a música, você tem que saber o que vai te deixar mais a vontade, o que você vai curtir mais. Enfim, a música eletrônica é um estilo que se aproxima mais da minha personalidade.

P: Por ser irmão de um cantor sertanejo, a pergunta é inevitável, vocês chegaram a pensar em formar uma dupla?

R: Meu pai sempre brincava com os nossos nomes. Era muita brincadeira mesmo. No entanto, cada um seguiu o seu caminho e, graças a Deus, está dando tudo muito certo.

P: Ser conhecido como irmão do Lucas, ajuda ou atrapalha na sua carreira profissional?

R: Ajuda muito! O sobrenome se tornou muito forte. A responsabilidade aumenta a cada dia e a vontade de mostrar que eu também tenho talento cresce.

P: Quando você decidiu seguir a carreia com a música eletrônica?

R: Com 17 anos resolvi entrar, de vez, no mundo da música eletrônica. Iniciei um curso com um grande amigo meu, que já considero hoje como um pai para mim, Tulio Mass. Esse curso durou aproximadamente um ano e, somente depois, iniciei minhas apresentações.

P: A sua família estranhou a decisão?

R: Me apoiou bastante. Foi uma decisão bem tranquila da minha parte e da parte deles.

P: Apesar de a música eletrônica ser sua paixão, você consegue usar as influências de outros gêneros musicais nas suas composições? Como? É um diferencial?

R: Com certeza! É muito bom procurar em outros gêneros uma nova ideia, uma novidade, creio que esse pode ser o diferencial.

P: Onde e quando foi sua primeira apresentação?

R: Dezembro de 2013, em Uberlândia, Minas Gerais.

P: O house surgiu no final dos anos 80, quando você conheceu o estilo?

R: A música eletrônica, no Brasil, está ganhando seu espaço. Uma confirmação disso são os festivais que estão vindo para cá. Creio que com o tempo, a evolução será muito maior.

P: Você já tocou em vários festivais, tem algum que você considera especial? Por quê?

R: Acho que não só eu, mas todos o djs que traçam metas na carreira, querem tocar no Tomorrowland. Eu sempre falo que o tempo vai nos levando a isso. A vontade de mostrar meu trabalho a cada festa que toco, mostrar cada novidade que tenho em mãos, enfim, é isso que vai me deixar mais perto de realizar esses sonhos!

P: Qual lugar mais inusitado que você tocou?

R: Não foi nem o lugar, mais sim, a quantidade de pessoas. O lugar era enorme e tinha mais ou menos umas 25 pessoas. Chamei todos para o palco e fiz o mesmo trabalho que faço em todos os lugares, acho que foi uma experiência a mais na minha carreira.

P: Como evoluir ainda mais o house?

R: Sempre procurar novidades, ficar por dentro mesmo. Sempre, quando puder, praticar mais e mais, creio que isso fortalecerá muito.

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