Gargalhadas, situações inusitadas e muita descontração na peça ‘Baixa Terapia’ com Antônio Fagundes…

O ator nos contou um pouco sobre como ele conheceu essa comédia no divã

Antônio Fagundes garante muitas e gargalhadas para quem for conferir o espetáculo “Baixa Terapia”, que estará em cartaz no Teatro Municipal, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, somente neste final de semana. A comédia que já divertiu e surpreendeu mais de 100 mil pessoas pelo país, desde sua estreia no ano passado, gerou uma grande expectativa no público mineiro, que rapidamente correu para garantir seu ingresso. Essa procura estimulou a abertura de mais um horário. Agora, além dos horários de sábado, às 19h, e domingo, às 18h, quem ainda não garantiu sua entrada, pode optar pela sessão, às 21h30, no sábado. Lembrando que o espetáculo começará rigorosamente no horário marcado, não sendo permitida a entrada do público após o início da sessão. Portanto, se programe para chegar mais cedo ao teatro.

Pra entender o sucesso do espetáculo, conversei com o produtor e ator Antônio Fagundes. Muito simpático, o ator nos falou de como ele conheceu a peça, o processo de produção, como ele consegue a manter o espetáculo em cartaz depois de tanto tempo e do desafio de fazer o público rir em tempos tão difíceis.

“Baixa Terapia”, do argentino Matias Del Federico, já foi traduzida para mais de 20 países e chegou ao Brasil após o ator assistir o espetáculo na Argentina. Ele se divertiu e riu tanto, que no dia seguinte, correu atrás para conseguir os direitos autorais. A peça conquistou a Argentina, o país com o mais elevado número de psicólogos per capita do mundo, com aproximadamente 198 profissionais para cada 100 mil habitantes, atraiu a atenção de vários produtores pelo mundo, dentre eles Fagundes

Foto: Divulgação

Para a escolha do elenco, foram selecionados de cinco a seis grupos de atores, até chegar aos protagonistas atuais, que estão junto há mais de um ano e meio. Mara Carvalho, Alexandra Martins, Ilana Kaplan, Fábio Espósito, Bruno Fagundes, ao lado do pai Antônio dão vida a três casais com histórias distintas.

Eles chegam para uma sessão de terapia. Quando se encontram, descobrem que esta sessão será em grupo e ainda que a psicóloga não estará presente. Ela deixou a sala preparada para recebê-los com um pequeno bar — onde não falta whisky, e uma mesa com envelopes numerados com instruções passo a passo de como devem conduzir essa sessão especial. O objetivo é que todas as questões sejam resolvidas em grupo. A partir daí vem à tona queixas, confissões, suspeitas, revelações, verdades e mentiras da maneira mais escrachada para eles e divertidíssima para o público.

Foto: Divugação

Essas situações vivenciadas pelas personagens exigem muita concentração e foco dos atores. E para quem acha que comédia é fácil, o produtor do espetáculo é direto. ”Dizem que a comédia é um gênero de segunda categoria, mas eu costumo brincar: quem diz isso, é porque tem inveja. Porque a coisa mais difícil de fazer, é fazer o público rir. Imagina você, em uma época como a nossa, com tanta coisa ruim acontecendo, você fazer com que o público, durante 1h40, gargalhe sem parar, é muito difícil. Mas ao mesmo tempo, é muito gratificante. Quando você ouvir dizer que comédia é fácil fazer, manda-o contar uma piada”, brincou o ator.

Depois de contar um pouco do espetáculo e do trabalho dos atores, vamos tentar entender por que a produção da peça não utiliza leis de incentivo a cultura. “O estado tem obrigação, sim, de estimular a cultura e de criar condições para que a mesma seja exercida no país. Na manutenção de museus, na criação de corpos de baile, na formação de orquestras e conversão de bibliotecas. Eu acho que tem que estimular o teatro sim, mas não da forma que a lei Rouanet vem fazendo. A Lei Rouanet privilegia a produção, mas não a manutenção do espetáculo. Se você prestar atenção, as peças atualmente, mesmo em grandes centros como São Paulo e Rio, ficam de um a dois meses em cartaz. Isso porque o produtor que produziu o espetáculo, com aquele dinheiro, não conseguiu, mesmo com casa lotada, manter a peça em cartaz. Ele precisaria de outro patrocínio para manter o espetáculo, isso é muito difícil conseguir. Então, ele monta o espetáculo, se paga com aquela produção e um ou dois meses depois, ele corre atrás de outro patrocínio para montar outra peça. Mas a formação de público, que eu diria: é uma das principais funções das leis de incentivo, está sendo jogada fora”, enfatizou o ator.

Para se manter por tanto tempo na estrada, a produção do espetáculo trabalha com uma equipe reduzida, porém talentosa e muito coesa. E se depender de Fagundes, a peça permanecerá por mais alguns anos em cartaz. E para que isso aconteça, a resposta do público é imprescindível. “Enquanto o público se interessar, nós estaremos em cartaz”, afirmou o artista.

SERVIÇO:

Baixa Terapia

Data: Sábado, dia 30 de junho às 19h e 21h30, e domingo, dia 1 de julho, às 18hLocal: Teatro Municipal de Uberlândia.

Preços: R$140,00 (inteira) e R$70,00 (meia)

Ingressos promocionais com 20% de desconto no preço da inteira, para clientes Algar Telecom e consumidores da rede Bretas de supermercados.

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