De forma descontraída, ‘Doidas e Santas’ relata os conflitos de uma mulher moderna

Muitos casais se identificam com o espetáculo “Doidas e Santas”. E se você não é casado, com certeza, tem um amigo(a) que passa ou já passou por algumas das situações vivenciadas pelo casal Beatriz e Orlando. Por isso, a peça é um sucesso há mais de oito anos.

Beatriz, interpretada por Cissa Guimarães, é uma profissional bem sucedida e, aparentemente, com uma vida pessoal estável. Porém, ela se sente sufocada pela monotonia. A protagonista vê a necessidade de mudança. Ela está cansada de ter vários papéis na mesma família. Ter a necessidade de ser boa mãe, filha e esposa, faz Beatriz refletir sobre sua própria vida. Por que tenho que fazer tudo sozinha? Por que tenho que manter o meu casamento? Por que só eu cuido da mamãe? Por que só eu tento manter essa família unida? Além dessas perguntas, ela também começa a se questionar: e eu, quem vai cuidar de mim? Por que ninguém pergunta o que sinto ou o que quero? Vale a pena todo esse esforço? Onde isso vai chegar?

Foto: Divulgação

Enquanto Beatriz tenta achar respostas para essas questões, seu marido, Giuseppe Oristanio, se preocupa com coisas simples. Machista, ele só quer chegar em casa e descansar. Orlando não compreende as inquietações da mulher, acredita que ela é exagerada e que a companheira não o valoriza. Se identificou?

No meio dessa relação há a irmã, a filha e a mãe de Beatriz, todas as personagens vivenciadas, de forma brilhante, por Josie Antello. Essas três mulheres entram na trama em momentos específicos e, em todos eles, o público cai na gargalhada.

Esses conflitos vivenciados por Beatriz e Orlando são abordados de forma simples, direta e objetiva, mas sempre de uma maneira divertida. Você que não pode acompanhar o espetáculo, ainda pode apreciar essa comédia romântica, neste sábado, ás 20h30 e no domingo, ás 19h, no Teatro Municipal. Ainda tem mais!

Ao final do espetáculo, tive a oportunidade de conversar, com exclusividade, com os protagonistas da peça. Muito simpáticos e atenciosos, Cissa e Giuseppe falaram sobre a volta á Uberlândia, a produção, o elenco, além de comentar sobre a experiência e a importância de dividir o palco com uma intérprete de Libras.

A atriz demonstrou toda sua satisfação e alegria por produzir “Doidas e Santas” “Eu produzi muito velha, gostaria de ter produzido antes. Quando você produz, você tem a liberdade de escolher o que fazer, com quem fazer e de que maneira fazer. Então, quando você produz, a liberdade é imensa”, destacou a artista.

Apesar do sucesso, Cissa lamentou a dificuldade em desenvolver a cultura em nosso país. A produtora comentou que está a procura de novos textos para uma nova produção Porém, fez questão de frisar: “Ainda estou vivenciando “Doidas e Santas”.

O que ajuda a reforçar as falas da artista, é o fato da peça retornar a cidade do Triângulo Mineiro após três anos. Sobre essa volta, Guimarães não escondeu a felicidade. “Não é todo espetáculo que volta a mesma cidade”, disse a atriz.

Há oito anos em cartaz, o elenco não demonstrou desgaste, pelo contrário, há uma harmonia e alegria por dividirem o mesmo palco, essa energia transmitida por eles chega até o público.

Mesmo com tanto tempo na estrada, a artista conta que cada sessão é diferente. “No teatro cada dia é uma novidade, nunca é o mesmo espetáculo. Porque a plateia é diferente. A cada dia a gente contracena com vocês também. Há uma sinergia”, contou Cissa, muito sorridente.

Claro, tenho que falar do elenco. Os atores são muito talentosos, mas a performance de Josie merece destaque. A atriz criou um jeito e um modo de falar para cada personagem em cena.

Giuseppe, que não pôde estar presente na primeira turnê do espetáculo por aqui, também divertiu a plateia com um personagem de poucas palavras, mas com expressões marcantes. O ator lembrou que veio á Uberlândia há 30 anos, em um baile de debutante. Agora, de volta a cidade, o ator elogiou o Teatro Municipal, a comida e o povo mineiro.

Foto: Divulgação

Tanto Giuseppe quanto Cissa destacaram a importância e o prazer de dividir o palco com uma intérprete de Libras. Ambos falaram da necessidade da cultura promover a inclusão. A intérprete recebe o texto antes e também utiliza a percepção do momento para fazer a tradução. Ela ficará sob uma luz, em destaque para facilitar a visualização das pessoas com singularidade auditiva. Detalhe, não há ensaio com a profissional, será uma tradução simultânea. Essa não é a primeira vez que o espetáculo promove a inclusão.

É assim: com inclusão, alegria e diversão, “Doidas e Santas” traz um tema atual e faz a plateia refletir sobre o cotidiano.

Serviço:

Doidas e Santas

Data: 18 e 19 de Agosto de 2018

Horários: Sábado, às 20h30, e domingo, às 19h.

Local: Teatro Municipal de Uberlândia

Valores dos ingressos: R$ 80,00 inteira / R$ 40,00 meia

Sessão com tradução de libras no dia 19/08

Pontos de vendas

Bouclè Salon e site megabilheteria.com

Deixe um comentário

Blog no WordPress.com.

Acima ↑