‘Pulse’: um manifesto contra a opressão

As minorias lutam para conquistar o direito de ser quem realmente são. Em meio a uma sociedade padronizada, elas gritam para serem ouvidas e pedem respeito! Por conta dessa luta, o espaço desses grupos mais “frágeis” e minoritários na sociedade está aumentando. As pessoas estão tendo a coragem de se expor e mostrar os seus sentimentos que as tornam únicas. Essa pluralidade social, onde cada um pode buscar o seu lugar, mostra uma pequena evolução na sociedade nos últimos anos.

Porém, muitos não querem e não aceitam essa diversidade e buscam a todo o momento: ofender e diminuir alguém que não pertença ao “padrão” estipulado por um grupo dominante, que por sua vez, controla uma massa alienada.

A comunidade LGBT é uma dessas minorias que sofre agressões gratuitas, somente por serem diferentes de uma maioria. Dentro dessa maioria, infelizmente, encontramos pessoas homofóbicas, estas capazes de ofender, agredir e matar quem pensa, age ou tem uma condição diferente da dela.

Buscando combater e alertar as pessoas contra essa prática criminosa, o Coletivo Teatro de Viés apresenta, neste final de semana, o espetáculo “Pulse”. A peça acontecerá no espaço cultural da Trupe de Truões, no sábado, às 20h30 e no domingo, às 18h30.

Foto: Divulgação

No dia 12 de junho, de 2016, a boate gay PULSE, localizada em Orlando (Flórida), foi invadida, tornando-se o palco do maior massacre, em massa, contra LGBTs neste século. 50 jovens hispânicos dançaram e morreram ao som de reggaeton. Na parede da boate, um cartaz baleado por fuzil anunciava: HOJE, NOITE LATINA!

Relembrando as últimas 12 horas das vítimas o espetáculo levanta, entre o drama ficcional e a linguagem documentária, o urgente debate sobre as diversas (sutis e criminosas) faces da homofobia.

Em vias de uma eleição na qual essa discussão ganha, ainda mais força, procuramos entender por que os estudantes resolveram trabalhar esse tema, para isso, conversamos com Alessandro Cardoso, assistente de direção e ator do manifesto coletivo.

Estudante de teatro na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Alessandro contou que a ideia de fazer um espetáculo com viés político e que representasse as causas defendidas pela turma surgiu, do então professor Rafael Lorran, diretor do espetáculo. O professor, percebendo a sensibilidade e a força de seus alunos, escreveu “Pulse”, espetáculo no qual os universitários podem transmitir uma mensagem que eles acreditam e, ao mesmo tempo, potencializar sua capacidade artística.

Esse trabalho acadêmico saiu da sala de aula e ganhou os palcos de Uberlândia e região, por meio do Coletivo Viés, fundando ano passado pelos alunos da universidade, sendo atualmente composto por 21 pessoas.

O espetáculo, apesar de mostrar um fato ocorrido em Orlando, mostra muito da realidade que vivemos cotidianamente. “Nós escolhemos a realidade de Orlando, que muitos pensam que é uma realidade distante. Mas a “Pulse”, tem a partir deste massacre, a capacidade de dialogar com todos os massacres que acontecem em nosso dia a dia”, disse o ator.

Serviço:

Os ingressos serão vendidos a partir das 19h no sábado e a partir das 17h no domingo no local da apresentação.

TEXTO E DIREÇÃO:

Rafael Lorran

ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO:

Alessandro Cardoso e Ana Paula Basílio

ELENCO:

Alessandro Cardoso, Alisson Guerradr, Ana Vitória Nogueira, Ana Paula Basílio, Júlia Leão, Gabriel Grace, Kássio Rodrigues, Lara Pires, Leily Alves, Margareth Louise Lamounier, Pedro Solirian, Rafael Roberto, Sara Stéfanni e Vitor Matsuo

COREOGRAFIAS:

Nina Tannús

OPERAÇÃO DE SOM\VÍDEO:

Ana Paula Basílio

DIREÇÃO DE ILUMINAÇÃO

Alisson Guerradr

OPERAÇÃO DE LUZ

Adriel Parreira

DIREÇÃO MUSICAL

Mariana Mendes

PREPARAÇÃO VOCAL

Bruno Caldeira

CONCEPÇÃO DE CENOGRAFIA

Rafael Lorran e Edu Silva

EDIÇÃO DE MULTIMÍDIAS

Eduardo Bernardt e Vitor Matsuo

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