Gente, eu sei que estou um pouquinho fora de tempo, peço desculpas por demorar a postar minha resenha sobre as apresentações de Luiz Salgado & Zal e Philll Veras, que ocorreram no último domingo, no Teatro Municipal. Pensando bem, ainda não faz muito tempo assim, aquela noite está bem guardada na minha memória.
As apresentações fazem parte do projeto “Música importa”, que já presenteou a cidade de Uberlândia, no mês de agosto, com a apresentação de Morais Moreira. Agora foi a vez do maranhense Phil Veras, o senegalês Zal e o talentoso músico do Triângulo Mineiro, Luiz Salgado, subirem ao palco do Teatro Municipal. Juntos eles proporcionaram uma noite muito especial, recheada de muito romantismo, que agradou a plateia que prestigiou o evento.
Luiz Salgado abriu a noite com sua música regional e sua poesia que nos remetem ao tempo de criança, quando nossos avós contavam suas histórias deitados na rede ou sentados na cadeira de balanço. Para incrementar mais sua apresentação, Luiz convidou Zal Sissokho. O músico africano, que já se apresentou em vários lugares do mundo, trouxe à Uberlândia um pouco da sua cultura e muito das suas tradições. Com o Kora, instrumento que é uma harpa-alaúde de 21-cordas amplamente utilizado por povos na África ocidental, muito bonito e com uma sonoridade única, Zal encantou a plateia. Entre uma música e outra, os músicos conversavam com o público e contavam histórias, mostrando que ambos estavam bem a vontade. Uma das histórias que me lembro é que o Zal é de uma família grande e, em sua maioria composta por músicos. E que essa tradição é passada de geração em geração. E o que me deixou mais impressionado é que Zal confeccionou o próprio Kora que utilizou durante sua performance. Também merece destaque: a banda de Luiz Salgado, que tem dois garotos, meninos mesmo, super talentosos na percussão.

Nesse alto astral, o palco foi entregue a Phill Veras, que acompanhado de sua banda, fez uma apresentação, na qual demonstrou todo seu talento como musicista e, para minha grata surpresa, diferente dos álbuns, ao vivo, o artista conseguiu brincar mais com a voz, explorar melhor essa sua qualidade.
Sabe aquele menino no colégio, todo desengonçado, muito tímido e do estilo “largadão”, que passa desapercebido ou é motivo de chacota na classe, essa foi a impressão que Phill me passou. Muito mais que uma arte, a música e a poesia são as formas que ele encontrou para conseguir se comunicar com mundo.
A performance do músico começou ao som de “Bússola” e, com muito romantismo e um pouco de Blues, ele apresentou seu novo disco, intitulado “Alma”. Ele também relembrou canções que fazem parte desta curta, porém bem sucedida trajetória. Phill Veras dividiu sua exibição de duas formas: canções executadas com a presença da banda e em outros momentos, preferiu estar sozinho em cena, somente com o seu violão. Em determinada hora do show, o artista pediu a participação da plateia, que pedia para ele tocar diversas músicas, entre elas, “Vício” e “Dia Dois” Claro, os pedidos foram atendidos.
A noite foi muito agradável, merecia um público maior. Mas, quem sabe em breve, eles retornam, assim espero!

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