Três mulheres entram em conflito por conta das diferentes formas de enxergarem a própria realidade

O teatro em Uberlândia é realizado com muito carinho, dedicação e amor. Vários grupos se unem para manter esta arte pulsante na cidade. Eles realizam oficinas, promovem eventos cultuais, divulgam e mantém essa arte, sempre com o propósito de entreter. Porém, a arte é capaz de levar as pessoas a uma reflexão mais profunda. E o teatro, além de provocar esta esta inquietude, traz uma relação direta entre o elenco e a plateia.

Foto: Divulgação

Por isso, fico feliz em acompanhar e divulgar o trabalho de amigos, que apesar do momento complicado no qual a arte ganha ares de marginalidade, se mantêm firmes e continuam produzindo.

Nos dias um e dois de dezembro, o espetáculo “Há Vagas Para Moças de Fino Trato” estará em cartaz na Escola Livre do Grupopontapé de Teatro, a partir das 20h. Os ingressos custam R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira).

A peça é produzida pela Cia Teatro de Guerra, com texto de Alcione Araújo, tendo a encenação e a direção sob a responsabilidade de Ernane Fernandez. O espetáculo gira em torno de três mulheres que dividem o mesmo apartamento. São universos distintos, mas ao mesmo tempo semelhantes. Gertrudes, dona da pensão, aluga vagas para duas moças: Madalena, uma enfermeira que costuma sair e se divertir, por outro lado, Lúcia, uma jovem que se diz doente e não sai de casa em hipótese alguma. A moradia, aparentemente habitada por essas três mulheres, revela um ambiente sensível. Outros moradores, que de forma metafórica, justificam suas carências, solidões e desejo de liberdade em um cenário caótico.

Sobre autor

Escrito pelo dramaturgo mineiro Alcione Araújo, em 1972, “Há Vagas Para Moças de Fino Trato” foi montado a partir do voyeurismo. O autor morava em um apartamento em Copacabana e, ao observar os vizinhos, fixou seu olhar a uma janela específica. Neste apartamento moravam três mulheres e, a partir desta observação, quase que diária, o escritor criou o espetáculo. O dramaturgo elaborou seu primeiro texto centrado na questão feminina, abordando temas como: a solidão e a relação delas com a sociedades. Tudo isso, recheado de alegorias, necessárias para fugir da censura que imperava na época.

Ficha Técnica

Texto

Alcione Araújo

Encenação e Direção

Ernane Fernandez

Elenco

Joaquim Vital

José Venâncio

Júlia Leão

Juliana Marques

Marianne Dias

Mario Leonardo

Cenografia

Ernane Fernandez

Figurino

A Cia.

Criação e Operação de Iluminação

Pedro Solirian

Pesquisa Musical

A Cia.

Operação de Som

Ernane Fernandez

Desing Gráfico

Rafael Michalichem

Serviço:

Há Vagas Para Moças de Fino Trato

Dias: 01 e 02 de Dezembro

Hora: 20h

Local: Escola Livre do Grupontapé de Teatro

(Rua Tupaciguara, 471 Bairro Aparecida)

Ingressos:

R$ 15 (meia)*

R$ 30 (inteira)

* Pagam meia entrada: artistas, estudantes e idosos mediante comprovação.

A BILHETERIA SERÁ ABERTA ÀS 19H

Classificação: Maiores de 18 anos

Mais informações:

(34) 9 9240 5054

APOIO

Escola Livre do Grupontapé de Teatro

Curso de Teatro/UFU — Universidade Federal de Uberlândia

SBAT — Sociedade Brasileira de Autores Teatrais

ATU — Associação de Teatro de Uberlândia

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