ATU apresenta o espetáculo ‘Ledores do Breu’ no Teatro Municipal 

O teatro é uma forma de expressão cultural que encanta, diverte e ensina, ao mesmo tempo em que é utilizado como um ativo poderoso para a transformação do ser humano e, consequentemente, da sociedade.

Foto: Divulgação

Em Uberlândia, artistas locais estão sempre promovendo espetáculos, oficinas e outras atividades afim de contribuir com o fortalecimento do teatro local. Este movimento colabora com o desenvolvimento social e também auxilia na educação e na preservação da nossa cultura. Por isso, tenho um grande convite para fazer a vocês! Na próxima quarta-feira (8), a Associação de Teatro de Uberlândia (ATU) apresentará, no Teatro Municipal, o espetáculo “Ledores de Breu”. Você pode garantir sua entrada através do site.

Inspirado no texto “Confissão de Caboclo”, do poeta Zé da Luz, e no pensamento e prática do educador Paulo Freire, o espetáculo “Ledores no Breu” trata das relações entre o homem sem leitura e sem escrita com o mundo ao seu redor. Histórias entrelaçadas que acompanham analfabetos em pleno século XXI, homens percorrendo distâncias para elucidar suas dúvidas, seus erros e seus crimes.

O que é ser analfabeto em São Paulo, nos grandes cruzamentos de capitais do Brasil? Qual o valor da palavra nesse mundo em que vivemos? O que faz com que a cultura seja a porta-voz, não só de um desejo de emancipação, mas também, paradoxalmente, sirva de mecanismo de exclusão e demarcação de fronteiras sociais se apoiando em preconceitos linguísticos.

A Leitura do mundo e a leitura das letras. Nessas duas esferas de apreensão e criação do conhecimento circulam nosso “Ledores no Breu”. A dramaturgia pretende provocar uma reflexão sobre as consequências do analfabetismo e, principalmente, do analfabetismo funcional. A partir de textos de Paulo Feire, Maria Valéria Rezende, Lêdo Ivo, Zé da Luz, Patativa do Assaré, Luiz Fernando Veríssimo, Frei Betto, canções de Cartola, Ana Maria Carvalho, Jackson do Pandeiro, Francesca Della Mônica e Chico César, figuras se cruzam, histórias se embaraçam e tecem as trajetórias dessas vítimas do crime de não saber ler. 

Vamos acompanhar esta obra que irá nos mostrar algumas verdades perigosas que temos de mudar. Além de prestigiar a arte local. Espero vocês lá!

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