O vocalista Bruno Gouveia concedeu entrevista exclusiva, antes de se apresentar no Uberlândia Music, confira!
Sexta feira está chegando! Vai ser uma noite muito animada! Você que ainda não viu Biquini Cavadão ao vivo ou, você que já teve a oportunidade de conferir a energia da banda no palco, com certeza, vai querer ir novamente. Então, corra e garanta seu ingresso! A performance do grupo carioca acontecerá no Castelli Master. O show faz parte do projeto Uberlândia Music que, trará outros grandes nomes no decorrer deste ano. Coube a banda, liderada por Bruno Gouveia, abrir a festa.

E para animar os fãs que já estão ansiosos, o vocalista da do Biquíni Cavadão, deu seu recado em entrevista exclusiva . “É pra cantar do início ao fim”. São mais de trinta anos de carreira, praticamente sem férias, com muitos sucessos na bagagem. Como se isso não fosse suficiente, o grupo lançou, em 2017, um novo trabalho intitulado “Ilustre Guerreiro”. Uma homenagem ao grande amigo Hebert Vianna, líder dos Paralamas do Sucesso.
Viram só como a noite promete! Vão ser só hits. As composições de Hebert ganharam uma nova roupagem e ficaram com a cara e o jeito dos meninos do Biquíni Cavadão. “Cuide Bem do Seu Amor”, “Vital e Sua Moto”, “Mensagem de Amor”, entre outras, estão entre as regravações feitas. Podemos esperar uma noite com a dose certa de: critica social, emoção e energia.

Agora que você já está aguardando essa noite especial e já garantiu seu ingresso. Você pode conferir a entrevista com Bruno Gouveia mais tranquilo. Muito solicito e humilde, o vocalista, natural de Ituiutaba (MG), respondeu a todas as perguntas. Além de saber um pouco do novo trabalho, aproveitei para conversar sobre a história da banda.
Como todo e qualquer adolescente que gosta de rock, eles se reuniram simplesmente, para se divertir. Nunca imaginaram tanta longevidade. “Não conheci, até hoje, nenhum adolescente que tivesse tamanho grau de planejamento sobre o seu futuro. Esta é a graça de sermos jovens. De mudar o rumo sem medo. Assim fizemos ao largar as faculdades para se dedicar ao Biquíni. Ainda assim, não poderíamos prever tamanha longevidade”, disse o vocalista.
Foi no começo desta trajetória que eles conheceram Hebert Vianna. O vocalista do Paralamas colaborou com o primeiro grande sucesso da banda, “Tédio” O curioso, foi como eles se conheceram. “Fui apresentado a ele por conta da irmã do Sheik (que fez parte da banda). Na época, ela namorava o Herbert. Assim ficamos amigos”, contou o músico. Bruno contou que, pretendia fazer essa homenagem há 10 anos, mas outros projetos aconteceram neste período.
Ele falou como foi escolhido o repertório. Com o foco nas composições de Vianna, além dos sucessos do Paralamas, eles também voltaram a atenção para canções que ficaram marcadas nas vozes de outros artistas, como: Ivete Sangalo, por exemplo.

O Biquini Cavadão é uma banda mutante que vive se reinventando a cada projeto e isso faz com que os integrantes se mantenham motivados, mesmo depois de tanto tempo na estrada.
Eles também se notificaram por fazer grandes parcerias, Bruno não quis citar nenhuma em especial, mas acredito que vale o registro que, a primeira gravação de Renato Russo, fora da Legião Urbana, foi em dos maiores sucessos do Biquini, “Mumias” .
Nós também conversamos sobre o mercado atual e a inclusão digital, já que o grupo foi o pioneiro no país, falamos também, dos desafios de se viver de música no Brasil, da escolha do repertório para cada turnê, como eles mantém a relação saudável, depois de tanto tempos juntos, além de descobrir algumas curiosidades. Confira a entrevista na íntegra:
Pergunta: Esse novo projeto “Ilustre Guerreiro” faz uma bonita homenagem a Hebert Vianna. Ele tem grande importância na história do Biquini, ajudando a produzir “Tédio”. Como você conheceu o Herbet Vianna?
Bruno: Fui apresentado a ele por conta da irmã do Sheik (que fez parte da banda). Na época, ela namorava o Herbert. Assim ficamos amigos.
Pergunta: Como começou essa relação e essa parceria?
Bruno: Quando começamos a gravar uma demo em um estúdio, não tínhamos ainda um guitarrista. A sugestão de ser o Herbert partiu do Beni (baterista do Kid Abelha e que veio a se casar com a mesma irmã do Sheik). A música era “Tédio” e ele gravou uma guitarra que ficou marcante na música.
Como foi selecionado o repertório? E como surgiu a ideia de prestar essa homenagem?
Bruno: Já havíamos pensado em gravar esta homenagem desde 2007, mas outros projetos passaram na frente. Em 2017, dez anos depois, retomamos a ideia e até gravar do jeito que queríamos, levou um ano.
A seleção buscou passar pelo lado compositor do Herbert, não apenas do cantor e guitarrista do Paralamas. Gravamos músicas que foram interpretadas por Ivete, Daniela Mercury e, claro, buscamos passear pela obra do Paralamas ao longo de três décadas.
Pergunta: Como é o ritmo de trabalho e produção de vocês?
Bruno: Pensar em novas gravações, novos projetos, faz parte do nosso jeito de viver. Até porque, como você viu às vezes isso leva um tempo para se realizar. Então vamos tocando o barco para que tudo fique pronto o quanto antes.
Pergunta: Qual é a maior fonte de inspiração da banda?
Bruno: Temos orgulho de nosso passado e cada conquista, mas queremos cada vez mais olhar para o futuro. Ainda nos falta fazer muita coisa e as ideias estão sempre brotando.
Pergunta: Nós percebemos como os discos se diferem um do outro. Essa necessidade de se reinventar a cada novo projeto é feita de qual forma?
Bruno: É algo natural. Quando você concretiza um sonho, abre espaço para novos sonhos. E assim, fazemos.
Pergunta: Como vocês fazem para não se acomodarem no sucesso e sempre buscar novos desafios?
Bruno: O sucesso nunca nos deu a chance de fazer a fama e deitar na cama. Por isso mesmo, os desafios são até necessários para não nos iludirmos com o “jogo ganho”. Todo novo trabalho é um recomeço.
Pergunta: Os trabalhos com diferentes produtores colaboraram com essa distinção?
Bruno: Produtores nos ajudam a perceber como somos. Dar a palavra final em impasses, apontar para caminhos que não imaginávamos. Deixam sua marca em cada disco, assim como deixamos a nossa ao mostrar como nos comportamos quando estamos gravando com eles.
Pergunta: Como se manter aberto a diferentes propostas musicais?
Bruno: Ouvindo música e entendendo que o que você não gosta, pode trazer ali algo de instigante. Não que a gente grave em outro estilo, mas que algo dos outros possa nos ajudar.
Gosto de citar o funk do Catra. Não gostávamos da paródia que ele fez com “Tédio” (Adutério), mas a ideia de começar cantando o refrão era tão boa que, até hoje, a usamos para abrir a música.
Fizemos o mesmo, só que com a guitarra. Quem diria, o funk nos deu esta sugestão. Por isso, estar aberto ao que está à sua volta é fundamental.
Pergunta: Destes projetos, teve algum que se destacou mais pela complexidade? Quais vocês saíram da zona de conforto?
Bruno: Gravar com Liminha é sempre um desafio, pois ele é capaz de exigir bastante de cada um de nós. Assim foi com os dois últimos trabalhos. E somos gratos a ele por isso.

Pergunta: Vocês são pioneiros na inclusão digital na música. Como vocês estão enxergando o mercado hoje? É melhor ou pior em relação ao começo de carreira de vocês?
Bruno: Desde 2007 temos total controle sobre nossa obra. Isso é ótimo para nós. Podemos não ser a banda mais executada do país, mas foi um ótimo aprendizado lidar de maneira diferente com as gravadoras.
Antigamente era algo muito paternalista. Eles diziam o que queriam e não havia muito como negociar. Atualmente, temos uma parceria bem mais estabelecida.
Pergunta: Uma característica marcante de vocês é a valorização da música nacional, independente do estilo.Essa foi uma proposta que a banda tem, seria para contrapor a valorização do mercado externo e preservar e levar a história do rock nacional aos quatro cantos do mundo? Quais foram as parcerias mais marcantes para vocês?
Bruno Seria injusto destacar, já que cantamos com artistas dos mais variados. Em alguns momentos, buscamos revelar novos talentos, em outros, apresentar misturas interessantes com cantores de estilos diferentes. Nunca optamos por algo previsível. Até quando chamamos Renato Russo para cantar conosco, foi uma surpresa inesperada para o meio. “Múmias” se tornou a primeira canção gravada por ele fora da Legião.
Pergunta: Como vocês conseguem manter a harmonização da banda e ainda continuar produzindo depois de tanto tempo, sem um grande hiato? Como é esse convívio?
Bruno Coelho costuma fazer tudo com planejamento. Hoje (2), já estamos falando de um possível disco para 2020 e trabalhando nele. Miguel por outro lado, disse bem: consideramos que o Biquini Cavadão é maior que cada um de nós. E isso te faz olhar tudo com mais humildade.
Pergunta: Como vocês escolhem o repertório do show?
Bruno Um show sempre é feito do embate entre o que os fãs querem ouvir e o que nós queremos mostrar. Para cada tour, damos uma ênfase maior no trabalho novo. Assim tem sido.
Muitos nos cobram faixas de discos passados nos shows, mas na maioria das vezes, nós as tocamos na época. Isso torna cada tour imperdível, se você é um grande fã.
Pergunta: Como deixar algum sucesso de fora?
Bruno Não é fácil. Mas às vezes o “sucesso” não foi tão grande e tivemos que seguir caminho sem ele. E tem vezes em que erramos e somos forçados a trazer alguma música de volta ao repertório. Camila Camila, por exemplo, tem sido tão cobrada e, após seis anos, com os fãs pedindo, voltamos a incluí-la.
Pergunta: Foi no colégio que vocês se conheceram. Vocês tinham alguma expectativa?
Bruno: Não conheci, até hoje, nenhum adolescente que tivesse tamanho grau de planejamento sobre o seu futuro. Esta é a graça de sermos jovens. De mudar o rumo sem medo. Assim fizemos ao largar as faculdades para se dedicar ao Biquini Cavadão. Ainda assim, não poderíamos prever tamanha longevidade.
Pergunta: Vocês acreditavam que iriam se destacar tanto nesse mercado?
Bruno: É algo que nos vicia: lançar uma música e acreditar sempre que ela possa emocionar as pessoas, tocá-las de algum modo. Virar sucesso é outra coisa. Mas por conta desta expectativa, a cada lançamento, quando demos por conta, já tinham se passado trinta anos.
Pergunta: Quando vocês perceberam que poderiam viver somente da música? Tem algum fato marcante?
Bruno: Após o segundo disco, praticamente todos nós saímos de cada, da zona de conforto dos pais. Isso não quer dizer que não tenhamos passado por crises.
Ao me decidir pela música, falei com minha mãe que entendia que ela talvez esperasse de mim uma vida mais estável… no que ela me interrompeu me perguntando “onde neste país, ser engenheiro é sinônimo de estabilidade?”. Foi um belo empurrão para que optasse por algo que me desse prazer de fazer.
Pergunta: Tem algum projeto mais especial do que outro? Por quê?
Bruno: Discos autorais nos marcam mais que eventuais discos de regravações. São a fotografia do que compomos, a tradução do que somos. Entretanto, todo disco é marcante, são como filhos para nós.
Pergunta: E pra finalizar, gostaria que vocês deixassem um recado e um pouquinho do show que acontece em Uberlândia.
Bruno: É uma celebração à boa música, feita ao longo de 34 anos. Além dos clássicos do Biquíni, tem as regravações que fizemos das músicas do Herbert. É para cantar do início ao fim.
Serviço:
Lojas Óticas Diniz (Uberlândia)
Rua Olegário Maciel 469 Centro
Av. Afonso Pena nº 55 Centro
Rua Tenente Virmontes 523 — Centro
Lojas Óticas Diniz (Uberaba)
Av. Leopoldino de Oliveira, 3586 — Centro, Uberaba

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