Festival Timbre traz a diversidade, promove a inclusão e mata a saudade dos fãs em dois dias com muita música

Durante esta semana o Festival Timbre realizou uma série de eventos na cidade de Uberlândia e região promovendo a diversidade cultural, valorizando a arte local e divulgando a cena independente de várias formas. Essa pluralidade artística e essa mistura entre várias tribos sempre foi o DNA do festival que nasceu há 10 anos.

Para celebrar essa data, o Timbre manteve essa essência e trouxe nomes que lutam para que as minorias tenham lugar de fala. E, como de costume, a música é a energia motriz que provoca essa reflexão e alimenta o nosso desejo de transformação por um mundo mais humano, com mais amor, respeito e admiração.

As diferenças foram tradadas com naturalidade, as singularidades foram vistas com normalidade e as interações aconteceram com espontaneidade, curiosidade, alegria e respeito, proporcionando novos conhecimentos e muitos se aproveitaram da festa para criar inúmeras possibilidade e despertar novos sonhos, tudo isso, a partir das informações absorvidas.

Nós acompanhamos dois dias deste evento que já faz parte do calendário cultural da cena independente do Brasil. Na sexta e no sábado, o Timbre utilizou o espaço do Teatro Municipal para espalhar a sua mensagem e difundir o poder desta diversidade através da música.

Na parte interna, na sexta-feira (16), o artista uberlandense Enzo Banzo mostrou toda a alegria de participar deste momento, pois ele abria uma noite que ainda nos reservava muitas surpresas. Enzo aproveitou o espaço para conversar com a plateia, divulgar o seu novo trabalho e ainda fazer uma homenagem ao Belchior.

Foto: Mariane Moreira

Quem também subiu ao palco foi o Terno Rei. Os fãs sabiam todas as letras e aproveitaram muito todo o repertório, que tinha muito dos dois últimos discos lançados “Violeta” e “Gêmeos”. Cantando o cotidiano e as emoções mais latentes e com o som muito bem trabalhado com uma dose certa de melancolia, o grupo embalou a noite e deixou o público querendo mais.

Mas, sem dúvida, quem roubou a cena foi Bia Ferreira. Com sua voz potente e as suas letras contundentes, que mostram de forma direta e visceral a realidade de uma mulher negra, a artista levantou o público da poltrona e, além de divertir e entreter, a jovem nos deu uma aula e nos ensinou muito entre uma música e outra, conhecedora da neolinguística e sabedora do poder da palavra, Bia faz dessas ferramentas armas pra transformar o mundo em um lugar melhor, no qual onde todos possam ser incluídos e todos possam receber o amor.

Foto: Mariane Moreira

 Com certeza, a cantora conquistou  centenas de fãs. Pois, o coração a guia a realidade a maltrata e a sua voz a liberta e leva as lágrimas a este que escreve este texto. Bia, que presente te ouvir e aprender com você! Siga cantando e quebrando essas barreiras tão cruéis que essa sociedade criou.

De alma leve e bem empolgada, lá fomos nós para o outro dia. A correria foi grande, minha parceira de cobertura, Mariane Moreira, e eu, junto com os companheiros de imprensa não paramos. Ficamos pra lá e pra cá o tempo todo, entre uma entrevista e outra, conseguimos acompanhar boa parte das apresentações.

Quem abriu o dia foram os queridos da Pássaro Vivo, eles apresentaram o novo trabalho “O Segundo Depois do Caos” e já animaram a galera que ainda estava chegando ao festival.

Foto: Mariane Moreira

Quem também gerava muita expectativa era a banda curitibana Jovem Dionizio. Eles não decepcionaram, empolgaram os fãs e se divertiram no palco. O melhor foi perceber que o público sabia todo o setist. Isso, com certeza, deram mais energia aos meninos que aproveitaram cada. Mas claro, quando começou “Acorda Pedrinho” a multidão explodiu!

Foto : Mariane Moreira

A expectativa não era menor sobre o novo nome da música pop brasileira. Marina Sena demonstrou carisma e muita empatia com o público. Ela compartilhou um pouco da sua história, não escondeu a emoção de estar no palco do Timbre e relembrou que esteve em Uberlândia, uma vez, com a banda Rosa Neon. Não precisa dizer que a jovem era uma das atrações mais aguardadas da noite e que os fãs enlouqueceram a cada música e não tiravam o olho da artista, pois sabem da presença de palco e toda a sensualidade em suas coreografias.

Foto: Marine Moreira

Não consegui acompanhar muito do Zeca Baleiro, ele cantou os maiores sucessos da carreira, conversou com o público e homenageou um verdadeiro mito, Raul Seixas, no final da apresentação.

Foto: Mariane Moreira

Maneva levou ao palco do Festival Timbre o melhor do reggae e, além de cantar os sucessos da carreira, também contaram com participações especiais como é o caso do querido  Arthur Xará. Toda essa energia e positividade ficaram no ar e também estiveram presentes na última apresentação da noite.

Pitty trouxe para Uberlândia sua turnê Matrix 3.0 e comandou a festa com os maiores sucessos da carreira. A baiana agradeceu o carinho do público e enfatizou a importância da realização dos shows presenciais e de sempre cultivarmos o melhor. A cantora também esbanjou simpatia e carisma ao agradecer a interprete de Libras que levava a sua música as pessoas com alguma singularidade auditiva.

Muitos desses artistas você poderá acompanhar no Se Manca durante esta semana, tem Muita coisa boa que você vai ficar sabendo do seu artista preferido, aproveita e já se inscreve no canal.

Valeu demais, Festival Timbre, por promover a inclusão incentivar a diversidade, provocar encontros e reencontros e ser um marco da cena independente, além de ser um celeiro de ótimas histórias e um ambiente com as melhores energias. Que venham mais 10, 20, 30 anos.

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