Ir ao show do Zé Ramalho é uma experiência única. Ele absorve a energia dos fãs, ao mesmo tempo em que a transmite, fazendo todos estarem na mesma sintonia.

Isso fez com que a plateia que esteve presente no Center Convention, nesta sexta feira (20), presenciasse uma noite inesquecível, com muita emoção e muitos momentos, para mim, nostálgicos.
Os anos se passaram e fisicamente o músico mudou muito. As marcas do tempo são claras e devem ser vistas como algo natural. Afinal, o show celebrou 40 anos de carreira do cantor paraibano. Mas a vibração, a energia e a voz de Zé Ramalho continuam intactas.
O músico agradeceu o carinho do público, mostrou-se feliz por voltar a Uberlândia e apreciou essa troca de energias, que o alimenta durante suas apresentações.
Com seu timbre profundo e inconfundível, Zé Ramalho fez uma releitura da sua trajetória e mostrou todas as suas influências, levando muitos a chorar, inclusive quem escreve este pequeno texto.
A poesia apoteótica do Zé Ramalho fez parte da minha vida e da minha admiração e compreensão da arte. Essa concepção é construída dentro de casa. Então, esta performance do compositor me trouxe muitas lembranças da mamãe. Lembrar dela chorando e toda emocionada ao ver seu ídolo de perto, me levou ás lágrimas. Realmente, eu só posso te agradecer. Mamãe, te amo muito.
A apresentação de um dos ícones da Música Popular Brasileira (MPB) teve muito da cultura nordestina, com uma pitada ardente do rock baiano, com uma homenagem a Raul Seixas. Ele também demonstrou a sua admiração e carinho por Luiz Gonzaga, fazendo todo mundo dançar. Além de releituras de canções do Bob Dylan e outros grandes compositores brasileiros.
Por isso, Zé Ramalho não se define em apenas um gênero musical. Sua obra tem variantes de estilos, que vão das suas influências artísticas, a letras que refletem a sua historia e a maneira que ele interpreta o mundo e o ser humano.

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