Música, dança, artesanato, gastronomia, contação de causos e solidariedade transformaram a Casa do Mineirinho em um grande encontro com a cultura e a memória afetiva de Minas Gerais

Cerca de 15 mil pessoas passaram pela Casa do Mineirinho nesta segunda-feira, 31 de agosto, durante o Festival Cultural Uai Sô. Em sua maior edição, o evento transformou o espaço em uma verdadeira casa mineira, preparada para receber o público com a feirinha mineira com 30 empreendedores do artesanato e produtos alimentícios artesanais típicos de Minas e ainda um show com o melhor da cultura mineira com música, dança, contação de causos e experiências que celebraram a identidade, a tradição e o acolhimento de Minas Gerais.
Programação Cultural e Resgate de Tradições
A trilha sonora começou com a beleza da música regional de Luiz Salgado, passou pela mistura envolvente da banda Legião Rural e terminou com a casa cheia para receber Renato Teixeira com a turnê 80 anos, que emocionou o público com suas composições e o som único da viola caipira. Entre os shows, o público acompanhou a tradicional dança da catira e se divertiu com os causos contados pelos atores “Casal Mineirim”, recuperando aquelas histórias que atravessam gerações e levando alegria para a plateia.
O Festival Cultural Uai Sô tem patrocínio do Instituto BAT por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, com o certificado CA 2024.3808.0837. O evento conta com o apoio do Sindicato Rural de Uberlândia e do Camaru e é realizado pela Viva Marketing Eventos e Cultura.
“O apoio à cultura local está alinhado à estratégia do Instituto BAT Brasil de promover o desenvolvimento sustentável das comunidades onde atua. Dessa forma, contribuímos para a criação de oportunidades, a valorização do empreendedorismo local e o fortalecimento da economia criativa”, afirma Nicole Hajj, diretora presidente.
Durante todo o dia, famílias inteiras se reuniram para celebrar a mineiridade. O brilho nos olhos das pessoas mostrou que o Festival Uai Sô não apenas apresentou a nossa cultura às novas gerações, mas também ajudou a preservar e garantir a continuidade desse patrimônio.
Na Casa do “Mineirim” teve de tudo: comida boa, peças produzidas à mão, dança, música, prosa boa e muita alegria. Mais do que oferecer entretenimento, o festival criou um espaço de memória, pertencimento e preservação.
Valorização da Economia Criativa e dos Artesãos
A feira reuniu cerca de 30 expositores, entre artesãos, produtores de comidas típicas mineiras e empreendedores com produtos que valorizam a cultura e a identidade de Minas Gerais. Para Maycon César, representante da feira de artesanato, o resultado foi muito além da comercialização.
“Foi uma oportunidade de dar visibilidade aos pequenos empreendedores, fortalecer marcas, promover a economia criativa e aproximar esses produtores de um público diverso. Ficamos muito felizes com o retorno dos expositores, tanto pelos negócios realizados quanto pela organização, pela estrutura, pela programação e pelo ambiente de harmonia proporcionado pelo festival. O resultado superou nossas expectativas e nos deixou muito felizes e agradecidos”, afirmou Maycon César.
O retorno dos feirantes também evidenciou o acolhimento e a qualidade da estrutura oferecida. Thâmara, que participa de feiras em diferentes regiões do país, elogiou o tratamento recebido e afirmou que, no Festival Uai Sô, sentiu-se verdadeiramente valorizada como artista.
“Só tenho a elogiar todo o apoio oferecido aos feirantes. Participo de muitas feiras pelo país e, às vezes, os artesãos não são acolhidos ou tratados como deveriam. Nesta feira, eu me senti uma artista. O tratamento foi excelente”, destacou Thâmara.
A artesã Simone também ressaltou a dedicação da equipe organizadora, o suporte recebido e o ambiente profissional criado para a exposição dos trabalhos. “O apoio e a estrutura oferecidos fizeram toda a diferença para o nosso trabalho. Agradeço por terem criado um espaço tão acolhedor e profissional para a nossa arte. Foi um orgulho fazer parte deste evento”, declarou.
A Queijaria Moreira, representada por Paulo Sérgio, comemorou o desempenho comercial alcançado durante o festival. “Agradecemos aos organizadores pelo convite e pela oportunidade de participar. O evento foi muito bem organizado, tivemos ótimas vendas e alcançamos um excelente resultado. Muito obrigado pela parceria”, afirmou.
Trilha Sonora e dança com a Essência Mineira
O público se encantou com as apresentações de dança e shows proporcionados pelo evento.
Para Luiz Salgado, levar a viola caipira ao festival representou um encontro especial com a essência de Minas Gerais. “Fiquei muito feliz em participar do Festival Uai Sô. Poder levar a viola caipira a um evento tão importante sobre a mineiridade é muito representativo. Vida longa ao Uai Sô. Vida longa à cultura mineira”, declarou o artista.
A Legião Rural também celebrou sua participação no Camaru. “Sentimo-nos muito honrados e felizes por participar do Festival Uai Sô. Foi gratificante estar entre artistas importantes e diante de um público tão receptivo. Agradecemos imensamente a todas as pessoas que viabilizaram a nossa participação”, destacou o grupo.
O grupo de catira Solas de Ouro arrancou assovios e aplausos do público que se encantou com a dança típica mineira que muitos ainda não conheciam.
Impacto Social e Compromisso Ambiental
A solidariedade também ocupou um lugar de destaque. Mais de uma tonelada de alimentos foi arrecadada pelas instituições que levaram seus voluntários e será destinada a quem precisa, mostrando que é possível celebrar, preservar a cultura e, ao mesmo tempo, cuidar das pessoas. As instituições que recolheram os alimentos nas entradas da exposição foram: Associação dos Moradores do Bairro Alvorada, Centro Espírita “Que seja Luz” e Recomeçar com Cristo.
O compromisso ambiental esteve presente por meio da coleta seletiva e da destinação adequada dos resíduos recicláveis gerados durante o festival. Para Alexandre Corrêa, da Seu Lixo Coleta Seletiva, essa iniciativa demonstra que o evento acompanha as transformações da sociedade.
“É bom notar que o evento se adapta aos novos tempos. Ao realizar a coleta seletiva e garantir a destinação adequada dos resíduos recicláveis gerados durante sua realização, o festival demonstra seu compromisso com a sustentabilidade e com as demandas do presente”, destacou Alexandre Corrêa.
Tradição, Legado e Propósito
Ao levar seu jeito, seus sabores, sua música e sua essência para uma das maiores festas do país, o Festival Cultural Uai Sô deu um tempero especial ao Camaru, e essa mistura ficou boa demais. As portas da Casa do “Mineirim” se fecharam ao final da noite, mas as histórias, os encontros e as lembranças permanecerão com todos que viveram essa experiência.
“Nós só temos o que agradecer a todos que estiveram envolvidos no evento. Trabalhamos com esse propósito de levar alegria para as pessoas através da arte e da cultura e com o Festival conseguimos gerar emprego e renda para pequenos empreendedores e ainda ajudar famílias em situação de vulnerabilidade com a campanha de doação de alimentos. Isso tem um efeito multiplicador na vida das pessoas que muito nos motiva a continuar trabalhando com projetos culturais”, destaca Antônia Nunnes, diretora da Viva Marketing Eventos e Cultura e idealizadora do projeto.
O Festival Uai Sô abriu as portas de sua casa para proporcionar um dia de afeto, tradição e cultura. Agora fica a saudade daquela bagunça boa da casa dos avós, mas logo a casinha estará aberta novamente, com mais música, mais causos e novas histórias para contar.

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