Crédito mais caro desafia pequenas e médias empresas em 2026

Especialista em créditos Brenno Soares diz que com juros elevados e caixa apertado, empreendedores buscam linhas subsidiadas, como Pronampe e Procred, e apostam em planejamento e relacionamento para sobreviver

Com juros elevados, consumo mais cauteloso e crédito cada vez mais seletivo, 2026 começou desafiador para pequenas e médias empresas brasileiras. Para seguir operando e evitar o fechamento das portas, muitos empreendedores estão revendo processos, reorganizando o caixa e, principalmente, repensando a forma como acessam crédito.

Segundo o administrador e especialista em créditos Brenno Soares, vice-presidente do BNI Vivaz, a principal dor hoje não é apenas a falta de crédito, mas o desconhecimento sobre qual linha realmente faz sentido para cada negócio. “O empresário, pressionado pelo caixa, acaba aceitando ofertas de pronta entrega dos bancos, com juros que chegam a 9% ao mês. Isso resolve o problema imediato, mas vira uma bomba-relógio no médio prazo”, alerta.

Nesse cenário, as linhas de crédito que ainda se mostram mais viáveis são as subsidiadas pelo governo, como o Pronampe e o Procred. Ambas oferecem taxas médias em torno de 1,7% ao mês e contam com 12 meses de carência para início do pagamento, o que dá fôlego ao empreendedor para reorganizar a operação antes de assumir parcelas.

Para aumentar as chances de acesso a esse tipo de crédito, alguns critérios básicos precisam estar em dia. Ter pelo menos 12 meses de CNPJ ativo, faturamento fiscal comprovado por meio da emissão de notas fiscais e não apresentar restrições no CNPJ nem no CPF dos sócios são requisitos essenciais. “Esses pontos simples já aumentam significativamente a possibilidade de aprovação”, explica Breno.

Outro erro comum é buscar crédito sem preparo. De acordo com ele, muitas empresas ainda não estão prontas para tomar recursos, mas só percebem isso quando recebem a negativa do banco ou uma proposta inviável. É por isso que, na B2N, o crédito não é o primeiro passo. “A gente começa com orientação. Muitas vezes o empresário nem está no momento de contratar crédito, e tudo bem. Antes disso, olhamos a organização do fluxo de caixa, o tempo de CNPJ, o faturamento declarado e o comportamento financeiro”, afirma.

Essa lógica está diretamente ligada ao valor central do BNI: a construção de relacionamentos. Vice-presidente do grupo Vivaz, Brenno Soares destaca que o networking estruturado vai muito além da troca imediata. “No BNI, a base é a confiança. Relacionamento bem construído abre portas, inclusive com instituições financeiras. Parcerias sólidas permitem negociar melhores taxas e encontrar soluções mais adequadas para cada perfil de empresa.”

Em um ano que exige cautela, planejamento e decisões estratégicas, a sobrevivência das pequenas e médias empresas passa menos por soluções rápidas e mais por informação, relacionamento e escolhas conscientes. Entender o crédito como ferramenta, e não como saída emergencial, pode ser o diferencial entre crescer ou fechar as portas em 2026.

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