Maitê Proença não esconde a fragilidade do ser humano no espetáculo ‘O Pior de Mim’

Ter a coragem de revisitar a própria história e construir uma narrativa que prenda a atenção e provoca reflexões ao público é um trabalho no qual o artista mostra todas as suas fragilidades, ao mesmo tempo em que impõe sua força e coragem para mostrar sua desconstrução e trazer à tona a sua nova versão. Com certeza essa busca por autoconhecimento e transformação é o que nos mantém vivos.

Foto Dalton Valerio

“O Pior De Mim” chega a Uberlândia em um momento oportuno no qual todos querem viver de aparência, esquecem-se da própria essência e não valorizam a própria história. Cancelamos fácil o que nos incomoda e julgamos com fervor o que nos é diferente. A vida está se tornando imediatista e fútil. As relações são artificiais e as pessoas e os processos são descartados. A vida esta sendo curtida e não apreciada.

Com o seu novo espetáculo Maitê Proença resgata um pouco dessa essência humana, traz de volta a necessidade de pensar na vida e busca, por meio das suas experiências, levantar reflexões, que nesse tempo da era digital são esquecidos. Maitê mostra com “O Pior de Mim” que nós somos uma construção constante que não podemos parar ou cancelar o que passamos. Devemos  ressignificar a nossa história, aprender e evoluir com ela. Estamos presos em um quadradinho que não sabemos como sair. A autora não só mostra a importância de nos libertar como também nos conduz a várias questões inerentes ao ser humano que, certamente, quase todo mundo quer esconder.

E para compreender esse processo criativo e de evolução da artista, voltemos a 2008, quando a atriz e escritora publicou a obra “Uma Vida Inventada” na qual a história gira em torno de duas meninas em uma jornada de descobertas. No romance também há elementos autobiográficos.

“O Pior de Mim” também tem a sua versão literária e foi inspirado na evolução de uma das personagens de “Uma Vida Inventada”. Só aí percebemos a importância que o tempo tem na construção das histórias e o tanto que é essencial nos conhecer para saber conta-las.

Para poder tirar o atual trabalho do papel, Maitê chamou o renomado diretor Rodrigo Portella e com o roteiro em mãos, o diretor teve a incumbência de criar algo completamente novo, em meio à pandemia, quando os espetáculos eram transmitidos virtualmente. O desafio foi grande, porém com um jogo de câmaras e uma movimentação constante da atriz, “O Pior de Mim” ganhou elogios da critica tanto pela inovação, quanto pela atuação e o roteiro final escrito por Maitê.

Sobre “O Pior de Mim” a autora é categórica. “Pisamos nesta Terra em estado cru, sem preparo para os tremores que nos sacudirão a todos. Nossas histórias pessoais são distintas, mas a forma que reagimos quando fragilizados é muito semelhante” (…) “Lá na intimidade encoberta, eu e você somos irmãos.” A história parte de situações comuns a todos. Na medida em que todos nós desenvolvemos, em maior ou menor grau, bloqueios variados para nos proteger de dores do passado, “levantando muros (sem ver) aonde gostaríamos de ter construído pontes”, explica Maitê. Ela enfatiza que a história dela não relevância.

Foto Dalton Valerio

“Meus dramas familiares não têm nenhuma importância. A peça é sobre todos nós e o que fazemos com o enredo que nos foi dado. Refiro-me à minha própria história porque é a única que tenho, e ela me dá autoridade pra tratar dos assuntos que abordo na peça.”, completa a atriz e autora.

Esse sucesso chega a Uberlândia em sua versão presencial e será apresentado no Teatro Municipal nos dias 27 e 28, às 20h. Não podemos perder a oportunidade de nos conectar com nós mesmos e despertar a nossa essência, então garanta seu ingresso no Mega Bilheteria.

Serviço

“O Pior de Mim”

Quando: 27 e 28 de abril

Horário 20h.

Onde: Teatro Municipal

Ingresso: Mega bilheteria

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