Surpresas, reencontros e muito peso marcam a primeira noite do Monsters Of Rock

Ver Ozzy, Judas Priest e Motörhead com certeza é muito bom, mas fazer isso na companhia de amigos e, ainda ter a possibilidade de criar novas amizades é muito melhor.

Eu já tinha ótimas expectativas do Montes Of Rock, mas estas expectativas foram superadas. Antes de ir ao Anhembi, local do evento, reencontrei a Carol, uma amiga que não via há mais de 10 anos, isso já valeu minha viagem.

Ela está morando e trabalhando em São Paulo e, curiosamente, na parte técnica de uma televisão.

Para minha surpresa, ela se juntou ao meu grupo de amigos, formado por Raimundo, Fausto, Fernando e eu, para um dia de rock pesado.

Foto: Fernando Eu, Carol, Raimundo e Fausto no portão 19

Logo na entrada do portão 19, o grupo percebeu a vantagem de ter, entre seus integantes, uma pessoa com deficiência. Bem para quem não me conhece, tenho um pequeno problema no lado esquerdo, mas que não me atrapalha em nada, aliás, gosto muito dele, afinal é uma parte minha.

Tirando esta pequena explicação, fora do contexto, vamos ao que importa. Ao ver o tamanho da fila, os meus amigos pegaram um “pequeno atalho” para entrar no festival, minto dois deles se separaram para buscar ingressos.

Então, os três mosqueteiros, Carol, meu velho companheiro e irmão, Raimundo, e eu entramos no festival. Logo de cara, notei o palco um pouco longe. Então pedi o auxilio dos bombeiros para me acompanhar, juntamente com meus amigos até o palco.

Segunda surpresa do dia, o bombeiro, que estava trazendo a cadeira de rodas, lembrou-se de mim. Isso porque, há menos de um mês, o mesmo profissional, que infelizmente não me recordo o nome, me ajudou no Lollapalooza, na ocasião, nós demos uma volta em Interlagos.

O meu “motorista” parou na área destinada para pessoas com deficiência, que para variar é longe do palco e pequena. Resultado, deixei a cadeira de rodas lá e fui mancando um pouco mais para frente, tudo na companhia dos meus amigos.

Agorinha vou pular a grade

Nós ficamos na grade lateral, perto da produção que transmitia o evento. Foi um pulo para a Carol passar a grade, cumprimentar o pessoal e, ainda de quebra conseguir um freelance. Ficamos lá, eu e o Raimundo na grade, enquanto a Carol se acomodava na produção para dirigir as filmagens do próximo show. Rival Sons tocou, ela ganhou uma folguinha e levou água para a gente, olha, precisava tava quente e a água tava cara.

Pouco tempo depois, a terceira boa notícia, Dudu, um cara superlegal que estava trabalhando com a Carol, chegou, conversou comigo e me deu uma pulseirinha de acesso livre. Falei com o Raimundo, ele ficou de boa, no mesmo lugar até o fim da noite.

Para passar a grade, teria que andar um bocado, com uma multidão no caminho ficou difícil, solução? Pular a grade. Claro precisava de ajuda, foi aí que aconteceu mais uma surpresa. O segurança me reconheceu do SWU e, com a ajuda dele e mais a do pessoal que estava próximo a mim, pulei a grade.

Acesso livre, colei na frente do palco. Detalhe mesmo com a pulseira, os bombeiros, que não me conheciam, ficaram preocupados com o meu equilíbrio, por conta do piso ser desnivelado e, por isso queriam me tirar daquele lugar.

Dei um pouquinho de trabalho para a Carol, ela teve que me buscar e explicar a situação e, depois de um tempo conversando, fui ficar com a equipe da produção.

Olha a turma trabalhando Enquanto a Carol trabalhava, eu curtia os shows do Motörhead com o Sepultura, Judas Priest e Ozzy. Eu conheci várias pessoas. O que foi emocionante. Perceber que o Francisco, o Edmilson, o Dudu e, toda a galera da Jotaeme Produções se divertiu trabalhando, me fez confirmar um pensamento que tenho, o importante é ser feliz, Só tenho que agradecer o carinho que tiveram comigo, sensacional.

Foto: Carol

A Carol suou a camisa literalmente e, mesmo trabalhando curtiu cada momento.

Com o fim do evento me despedi da Carol, reencontrei o Raimundo, que estava super cansando e feliz com os shows que acompanhou. Lógico, peguei a cadeira de rodas novamente e fui até o ponto de encontro da excursão.

Um dos melhores eventos que já fui, cheio de surpresas, reencontros e rock pesado. Só posso pedir mais.


Originally published at igorcastanheira.blogspot.com.br on May 17, 2015.

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