A vida é feita de momentos e, cabe a nós apreciar e aprender com cada um deles. Busco sempre estar com um sorriso no rosto e transmitir a melhor energia possível. Isso, sem ter expectativas ou esperando algo em troca. Faço isso, pois acredito que quanto mais positividade, carinho, afeto e amor transmitimos , naturalmente, receberemos todos esses sentimentos de volta.
Essa relação de carinho, amizade, afeto e amor, eu tenho com Rogério Silva e sua família. Claro, também serei eternamente grato a todas as pessoas que fizeram e ainda fazem parte desta minha trajetória. Todos vocês me ensinam ou já ensinaram algo de valor que carrego

Mas, quando decidi ser jornalista, não sabia o quanto esse universo da comunicação, apesar de amplo, é bem restrito e difícil de entrar. Imagina para um jovem com singularidade e com uma visão meio fora da caixinha. Pois é, o Rogério me acolheu, me ensinou e me permitiu sonhar mais alto.
E, mesmo buscando novos horizontes, nunca perdemos contato. Estar presente no lançamento do seu livro “O Mundo Maravilhoso de Alice” para mim, é uma felicidade! Lógico que, em um momento como este, não poderia perder a oportunidade de conversar com ele sobre o que o motivou para escrever este livro.
Rogério, jornalista com quase 30 anos de estrada, atualmente diretor de jornalismo do Grupo Paranaíba, filiado TV Record e a Rádio Jovem Pan, em Uberlândia. Além disso, ele também atua como colunista para diversos veículos de comunicação. Destas crônicas feitas, entre os anos de 2010 e 2018, nasceu “O Mundo Maravilhoso de Alice”. Muito do material colhido para o livro é da época na qual era colaborador do extinto Jornal Correio de Uberlândia.
Esses registros foram guardados desde a época em ele escrevia a coluna Ponta de Vista, que era vinculada no Correio de Uberlândia. Rogério não sabia no que esse material iria se transformar futuramente, mas com o fechamento do jornal, veio à necessidade de publicar esses textos em formato de um livro, que é composto por 56 crônicas. “A vontade de transformar tudo em livro veio com o fechamento do Correio de Uberlândia. O principal jornal da cidade, que fechou após 75 anos. Foi um golpe muito duro para cidade, para comunidade jornalística e para os formadores de opinião. Então, eu senti a necessidade de ter todo aquele trabalho que foi publicado nos jornais, resgatado em um livro e aproveitei para trazer textos publicados em outros veículos como a Brazilian Wave, revistas comemorativas, alguns blogs e sites. A partir daí, comecei me organizar, colocar em uma ordem cronológica, de 2010 a 2018, e transformar isso em um produto que pode vir a ser útil para quem for consumi-lo”, contou o jornalista.
Rogério gosta de escrever e tem essa prática como um hobby. Ele escreve quando tem uma inspiração, quando vê a necessidade de expressar sua opinião sobre determinado tema. “Como eu nunca tive a obrigação de escrever, escrever era um hobby. Como colaborador do jornal e não um funcionário, eu poderia me dar ao luxo de escrever quando a inspiração viesse. E a inspiração na crônica vem nos momentos mais inusitados. Em uma cena que você assiste, em um filme, em um show ou em um episódio político”, disse o escritor.
Desse hobby nasceu o livro, composto por textos que abordam temas como: a política, comportamento e a economia. Uma dessas crônicas se tornou o título da obra “O Mundo Maravilhoso de Alice”, é uma crônica que foi feita por conta de um episódio abominável, no qual percebe-se a pequenez e a monstruosidade que o ser humano pode se transformar. No episódio, uma dentista foi queimada viva por assaltantes que não se saciaram com o ato de pegar os pertences da vítima. Esse crime abalou a sociedade brasileira e chocou muitos que nunca imaginariam tamanha barbaridade. Essa falta de sensibilidade humana fez Rogério escrever essa crônica. “Eu tive a sensibilidade de falar daquele jornalista que é sensível. O jornalista não é um ser apático às coisas que ocorrem, ele também se contagia pelas mazelas e aquele episódio me chocou bastante! Naquele momento, eu não queria ficar mais nesse mundo, eu queria que parasse tudo pra eu descer. O Mundo maravilhoso de Alice era o mundo que queria estar naquele momento. Para fugir dessa realidade tão dura que é o que a gente enfrenta hoje”, concluiu Rogério.
Com certeza, é uma leitura indispensável para quem quiser compreender um pouco da nossa realidade, mas ao mesmo tempo, é uma oportunidade de ver a opinião de quem não deixou que essa realidade abalasse a sua sensibilidade.

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