Rock é pós-graduado e de contestação, afirma Bruno em show do Biquini Cavadão

Muito a vontade no palco, o Biquini Cavadão colocou a galera para dançar, bater cabeça e curtir, a noite desta sexta-feira (7), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Comemorando 30 anos de estrada, o grupo fez uma apresentação que contou com muitos sucessos, além de canções inéditas, que fazem parte do último disco da banda, lançado ano passado e intitulado “Me Leve Sem Destino”.

Fazendo uma alusão ao início de carreira, quando os shows do Biquini eram curtos, começavam e terminavam com “Tédio”, primeiro hit da banda a emplacar nas rádios, a performance desta sexta-feira, relembrou os velhos tempos, com uma diferença, o rock do grupo carioca agitou a massa por mais de 2h30.

Detalhes me chamaram a atenção, a cada música, o telão mostrava vídeos referentes à canção executada. Em certos momentos, acompanhava o telão juntamente com o som, deixando um pouco de lado o que estava acontecendo no palco.

Natural de Ituiutaba, Bruno, líder e vocalista do grupo, esbanjou simpatia, foi para a galera, recebeu o carinho dos fãs e disse que não quer ficar mais tanto tempo sem vir à Uberlândia e espera voltar em cinco meses, não em cinco anos.

Teve um “sortudo” que subiu no palco e dividiu o microfone com o vocalista, na divertida “No Mundo da Lua”. Apesar da festa, o vocalista, por diversas vezes, fez gestos de paz e se mostrou indignado com a situação política do país.

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Ele também aproveitou para alfinetar o mercado fonográfico brasileiro, mas deixou claro que não tem nada contra os artistas de outros estilos. “Sabe por que não tem rock universitário? Porque o rock é pós- graduado. Sabe por que não tem rock ostentação? Porque o rock é contestação”, enfatizou.

Claro, as famosas regravações, não faltaram. “Chove Chuva”, de Jorge Ben Jor, e “Carta aos Missionários”, do grupo Uns e Outros, foram alguns dos hits executados.

Lógico, tivemos momentos para os “pombinhos”, “Timidez”, “Impossível” e “Quando Eu Te Encontrar” embalaram os corações apaixonados na noite. Mas depois deste romantismo todo, Bruno saiu de cena e deixou o palco a disposição da banda, que “quebrou” tudo, ao tocar trechos de clássicos do rock, que iam de White Stripes à Blur ou de ACDC à Metallica. Momento que fez a plateia literalmente tirar o pé do chão. Aproveitando este clima, o vocalista voltou com todo gás e já emendou mais um sucesso, “Zé Ninguém”.

Antes da energia do Biquini, a noite também reservou a apresentação da banda Minimal, vencedora do Concurso de Bandas. Uma grata surpresa, um grupo que tem muito a crescer, logicamente, mas mostra uma consistência musical boa, além de contar com a Laura, dona de uma voz com um enorme potencial a ser explorado.

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