Regina Duarte afirma em entrevista exclusiva que sua inspiração para continuar produzindo é o ser…

Atriz desembarca em Uberlândia, neste final de semana, com o espetáculo “Volta Ao Lar”

Uma das maiores atrizes da dramaturgia brasileira, Regina Duarte, desembarca em Uberlândia, neste final de semana, para apresentar o espetáculo “Volta Ao Lar”. Ao todo serão três sessões, entre sexta e domingo, no Teatro Municipal de Uberlândia. Sexta e sábado, às 20h30, e domingo, às 19h.

A princípio, Regina não ficaria com os holofotes e atuaria, somente, na direção da peça, porém por conta de compromissos profissionais, Alessandra Negrini, que interpretou a protagonista Ruth até o último mês de dezembro, teve que interromper suas atividades no palco.

Foto: Divulgação

A saída de Alessandra Negrini, fez com que Regina Duarte acumulasse dupla função. Além de dirigir, ela também assumiu o papel principal da obra.

Apesar de Regina ficar eternizada como “a namoradinha do Brasil” por ser um dos principais nomes da televisão brasileira, com vários papéis importantes, como a personagem Helena, de Manoel Carlos. A atriz, sempre se manteve na ativa, tanto no teatro quanto no cinema.

“Volta Ao Lar” é o quarto espetáculo que a atriz atua como diretora e, mesmo aos 72 anos de idade, esbanja energia. Regina, explica por que escolheu a obra do dramaturgo Harold Pinter, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura (2005). “ Porque além de ser uma preciosa peça de entretenimento é um texto que serve ao público para que ele se veja como ser- família se identificando ou não com os personagens e com isso possa vislumbrar um novo ponto de vista sobre sua realidade”, disse a atriz.

O tema abordado na obra nos remete a conflitos inerentes ao ser humano. São eles: a carência afetiva, o ciúme e a solidão. O enredo gira em torno de Ruth, personagem de Regina Duarte, esposa de Teddy, filho mais novo do patriarca viúvo Max, que mora em uma cidade no interior da Inglaterra. O casal que mora nos Estados Unidos, decidiu visitar a família de Teddy. Ao chegar em sua antiga casa, o marido de Ruth reencontra seu pais, os dois irmãos e o tio. Em um ambiente masculina e machista, a protagonista se torna o centro das atenções de quatro pessoas que vislumbram nela a imagem feminina que faltava no ceio familiar.

Essa carência é enfatizada por meio do roteiro, que foi adaptado para uma personagens com as feições de Regina Duarte, no qual a falta de um toque feminino, falta de um amor materno, o sentimento de liberdade que ela transmite e, até mesmo a falta da figura do sexo oposto, provocam uma série de conflitos.

Durante a entrevista, a atriz comentou da onde vem tanta inspiração e energia para encarar novos desafios. “A minha maior inspiração é o ser humano. Como a minha profissão se fundamenta em gente é da investigação no humano que eu extraio força, respeito e admiração pela vida”, enfatizou a atriz.

Regina, ainda disse estar animada e super feliz em voltar a Uberlândia e faz uma bonita declaração aos mineiros. “Sou apaixonada pelos mineiros. Passei os meu primeiros 6 anos de vida em São Joaquim da Barra que fica bem próximo à fronteira São Paulo/Minas. Ali aprendi a ler, a falar e fui despertada pelo interesse de desbravar novos horizontes. Sinto que sou mineira de coração e desejo ardentemente que a plateia de Uberlândia se interesse e aprecie a nossa proposta teatral agora em 22,23 e 24 de fevereiro nesta cidade tão querida”, concluiu a artista.

Confira a entrevista com a Regina Duarte na íntegra:

O que te encantou na obra de Harold Pinter? E por quê decidiu produzir o espetáculo?
R: Porque além de ser uma preciosa peça de entretenimento é um texto que serve ao público para que ele se veja como ser- família se identificando ou não com os personagens e com isso possa vislumbrar um novo ponto de vista sobre sua realidade.

Você já dirigiu outros espetáculos, qual é a particularidade de “Volta ao Lar”? Além da história, o que lhe chamou mais a atenção?
R: “Volta ao Lar” neste momento, funciona para mim como um espelho que reflete o que sou, o que não quero ser e o que eu sinto que jamais seria. Acho que o caminho para o autoconhecimento é o que mais me fascina nesta vida, neste texto e nas artes em geral. Poder ver o outro em sua diversidade é uma conquista importante de aperfeiçoamento pessoal e social.

Construção do cenário, a escolha do figurino ou a montagem do elenco? Como você encara as suas escolhas como diretora? Sei que em um primeiro momento, você pretendia atuar somente na direção do espetáculo.
R: Na direção do espetáculo pude contar com o talento e a experiência de J.C.Serroni para o cenário. A trilha sonora de Ismael Sendenski tem uma força criativa muito contemporânea e o figurino de Fabio Namatame ajudam a compor a imagem dos tipos humanos de que o autor se serve para contar sua história. No elenco, Igor, Ivan , Rodrigo, João e Mauricio além de terem o “physique du rôle” ideal são atores sensíveis e muito sinceros em seus desempenhos que dão vida aos personagens criados magistralmente por Harold Pinter.

Quanto ao personagem da Ruth me sinto muito honrada em poder lhe dar vida no. É uma mulher fascinante, misteriosa, que já foi interpretada em 1967 por Fernanda Montenegro. Conosco, Mylla Christie e Alessandra Negrini já emprestaram a ela sua graça e talento. Trata-se de uma personagem que personifica o feminino em seu mais amplo aspecto: a mãe, a amiga, amante, santa, mestra, mulher da vida…. ou seja, Ruth é sempre um presente para uma atriz.

Da ideia de produzir a peça até o primeiro dia em cartaz, foi quanto tempo de preparação? Qual foi sua principal dificuldade em viabilizar o projeto? E porque você acha que a mesma ocorreu?
R: Realmente foram dois anos de lutas mas também muitas alegrias. Conseguimos viabilizar o projeto porque tivemos o interesse de um patrocinador que nos permitiu produzir e apresentar o espetáculo no final de 2017. Estivemos em cartaz por dois meses no teatro Eva Herz da Livraria Cultura de São Paulo.

Você é uma atriz que sempre está buscando novos projetos e desafios. Como você preserva essa vitalidade, mesmo tendo uma carreira consagrada? Qual é sua maior inspiração? E qual a sua motivação?
R: A minha maior inspiração é o ser humano. Como a minha profissão se fundamenta em gente é da investigação no humano que eu extraio força, respeito e admiração pela vida.

Você vai voltar a Uberlândia depois de muito tempo, deixe um recado para esse público mineiro, por gentileza.
R: Sou apaixonada pelos mineiros. Passei os meu primeiros 6 anos de vida em São Joaquim da Barra que fica bem próximo à fronteira São Paulo/Minas. Ali aprendi a ler, a falar e fui despertada pelo interesse de desbravar novos horizontes. Sinto que sou mineira de coração e desejo ardentemente que a plateia de Uberlândia se interesse e aprecie a nossa proposta teatral agora em 22,23 e 24 de fevereiro nesta cidade tão querida.

Não podemos perder! Os ingressos estão sendo vendidos a R$100 (inteira) e R$50 (meia). Pode ser comprado no ponto de venda fixo na Lynx Óptica, na Avenida Getúlio Vargas, 1655, no bairro Tabajaras, ou pelo site www.megabilheteria.com.br

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