Matheus Nachtergaele e grande elenco desembarcam em Uberlândia no começo do mês de outubro para três apresentações do premiado espetáculo “Molière.- Uma Comédia Musical” que, certamente, encantará a plateia no Teatro Municipal, entre os dias dois e cinco do próximo mês.
Uma disputa bem-humorada entre a comédia, representada por seu mais ilustre autor, Molière (vivido por Matheus Nachtergaele), e a tragédia, personificada pelo poeta Jean Racine (Elcio Nogueira Seixas). Inspirada no próprio teatro de Molière, que fundia vários estilos em uma mesma obra (Commedia Dell’Arte; influências renascentistas e barrocas; humor satírico), a encenação busca integrar linguagens diversas em uma intensa dinâmica cênica. “A fusão de linguagens de Molière e a autenticidade de suas criações nos possibilitaram misturar cores e texturas com extrema liberdade, procurando sempre uma encenação em que regras pudessem ser quebradas”, disse o diretor Diego Fortes.

Molière foi criado pelo pai, já que perdeu a mãe na infância. Ele viveu uma relação muito forte com o rei Luiz XIV, o qual o adorava. No entanto, tiveram um período de distanciamento, visto que o então rei francês se aproximou de desafetos do autor. Ele trava uma luta tragicômica, com seu aprendiz Racine para manter a posição de dramaturgo mais prestigiado da corte. Enquanto isso, Arcebispo de Paris, grade entusiasta da guerra, Monsenhor Péréfixe (Renato Borghi), tentará se aproveitar do conflito para banir do reino o Teatro e seus artistas, endurecer a censura e lançar a França em uma era de conquistas, violência e sacrifício.
É mais nobre fazer o público rir ou chorar? Os artistas devem mostrar o mundo como ele é ou como deveria ser? Por que proibir obras de arte e perseguir seus criadores? Até que ponto aqueles que criam devem submeter-se à vontade daqueles que pagam? Estas são algumas das grandes questões que permeiam o enredo do espetáculo inédito.

Um espetáculo com essa complexidade, por si só, já é repleto de detalhes, cores, misturas de estilos e vários figurinos que compõem a peça, a qual nos remete a França dos longínquos anos de 1600, ainda é um musical. A história é embalada por canções de Caetano Veloso, com arranjos originais do maestro Gilson Fukushima.
Esse capricho com os mínimos detalhes rendeu a “Molière — Uma Comédia Musical” o prêmio Shell do ano passado e, mais, a indicação de melhor ator a Matheus Nachtergaele, neste ano.
Sobre a autora
Sabina Berman (1955) é escritora, dramaturga, contista, ensaísta, diretora de teatro e cinema. Mulher de grande influência na cultura do México, é reconhecida como uma das mais prolíficas, originais e ousadas dramaturgas da língua espanhola de sua geração. Suas peças de teatro já foram montadas no Canadá, Estados Unidos e em vários países da Europa e América Latina. Berman ganhou quatro vezes Prêmio Nacional de Dramaturgia do México e o prestigiado Prêmio Juan Ruiz Alarcón.
Como jornalista, escreve semanalmente crônicas políticas para o El Universal, principal jornal do México, e faz reportagens para a revista Vanity Fair. Foi honrada duas vezes com o Prêmio Nacional de Jornalismo do México (1999 e 2007).
Pontos de venda:
Os ingressos estão sendo vendidos nos valores de R$80 (inteira) e R$40 (meia) e podem ser encontrados nas lojas Provanza do Uberlândia Shopping e Center Shopping e no sitewww.megabilheteria.com.
Serviço:
Molière — Uma Comédia Musical de Sabina Berman
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 120 minutos
Data: 5, 6 e 7 de outubro
Horário: Sexta e sábado às 20h30 e domingo às 19h
Ficha Técnica:
Texto: Sabina Berman
Tradução: Elcio Nogueira Seixas e Renato Borghi
Adaptação: Diego Fortes e Luci Collin
Direção: Diego Fortes
Elenco: Matheus Nachtergaele, Elcio Nogueira Seixas, Renato Borghi, Nilton Bicudo, Rafael Camargo, Luciana Borghi, Georgette Fadel, Regina França, Marco Bravo, Débora Veneziani, Edith de Camargo, Fábio Cardoso, Maria Fernanda e Beatriz Lima | Cenografia: André Cortez
Figurino: Karlla Girotto
Direção Musical: Gilson Fukushima
Iluminação: Beto Bruel e Nadja Naira
Assistente de Direção: Carol Carreiro
Fotos: Eika Yabusame, Jamil Kubruk e Luísa Bonin, Paulo Uras — Estúdio FB
Direção de Produção: Camila Bevilacqua e Fioravante Almeida I
Coordenação de Produção: Luís Henrique Daltrozo (Luque)
Idealização: Teatro Promíscuo, Flo Produções e Lady Camis
Produção: Daltrozo Produções

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