Paulo Betti concede entrevista exclusiva e brinca se o público não gostar da peça, eu devolvo o…

Pouco antes de subir aos palcos em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, Paulo Betti concedeu uma entrevista exclusiva para o blog. Bem humorado, deixou um recado aos fãs. “Podem ir assistir a peça, se não gostar, eu devolvo o dinheiro, pessoalmente”, brincou.

No bate papo, além do monólogo, que estará em cartaz a partir da próxima quinta-feira (2), no Teatro Municipal, o artista também contou como que era a relação dele com o Grande Otelo, um dos maiores artistas do Brasil, natural da cidade mineira.

Claro, o foco principal foi a peça e, sobre a mesma, Paulo nos contou curiosidades e algumas histórias que não entraram no roteiro. Ele comentou que o espetáculo é dividido em: 50% humor, 30% drama e 20% poesia.

Quem quiser conferir o espetáculo de um dos maiores atores do país, corra e garanta seu ingresso. A entrada, para a primeira noite custará R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), no dia seguinte, os valores dos ingressos serão alterados para R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia), nestas duas noites, as poltronas não serão numeradas. No sábado e no domingo, os tickets passarão a valer R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia), nestes dias, os assentos serão demarcados.

Os mesmos poderão ser na Loja Colcci, no Center Shopping, todos os dias da semana, entre às 12h e 20h, o telefone para contato é: 34 3216–7303.

Confira a entrevista na integra:

P — Quando surgiu a ideia de contar a própria história no teatro?

R– Acho que estou me preparando a vida inteira pra isto. Sempre fui observador e também responsável. Sempre tomei nota, quando me dei conta estava com o material todo pronto, foi só cortar. O mais difícil é cortar.

P — Como surgiu o interesse de registrar fatos importantes da sua vida?

R– Eu tinha que encontrar um canal de compreensão para a situação que eu vivia. Na medida que eu observava a parte pesada, via também o que havia de bom, o samba, o gospel, o futebol, o cinema e o radio.

P — Como foi organizar as ideias e transformar tantas histórias em um roteiro?

R– A ordem saiu mais ou menos na cronologia, procurei narrar numa certa sequência, mas as vezes misturo tudo. me preocupei em não aborrecer o espectador. Gosto muito da comédia, então 50% do stand up é humor. 30 é drama e 20 é poesia.

Você reparou que falei stand up. Foi assim que pensei inicialmente, mas fui achando que deveria ter cenário, figurino e trilha sonora. Imagine, acho que só fiz esse espetáculo pra tocar essa trilha sonora. Quando o espectador entra no teatro já esta ouvindo uma trilha pensada pra leva-lo pra dentro do clima da peça. O cenário da Mana é lindo, com as projeções fica deslumbrante. Todo de papel.

P — Certamente, de tantos fatos importantes, alguns devem ter ficado de fora da peça, você pode nos contar um?

R- Uma narração, de uma dublagem que fiz, era muito engraçado, o publico ria muito, mas cortei porque achei dispensável.

P — No espetáculo, em algum momento, a autobiografia se confunde com as características de algumas personagens que você já interpretou? Quais?

R- todos os personagens que interpretei estão no meu corpo, pra onde quer que eu vá, pois eles existem na cabeça do publico, então o olhar do publico me devolve meus personagens e faz com que eles existam. Parece complicado mas não é. Nós, atores, temos que aprender a lidar com isso, mas, certamente existe um risco, um preço que se paga. Pensamos sempre que sabemos nos manter imunes, mas sempre existe a consequência. Eu saio revigorado quando acaba.

P — Você teve a oportunidade de conhecer e entrevistar um dos o ícones da profissão, Grande Otelo, o que você tem a dizer sobre ele?

R — Havia uma cumplicidade entre nós dois, porque ele havia sido aluno dos Salesianos, e eu fui do Oratório, que era o projeto social, então a gente ficava cantando os hinos.

P — Gostaria que deixasse um recado aos fãs.

R- podem ir assistir a peça, se não gostar eu devolvo o dinheiro, pessoalmente.

z�=��

Deixe um comentário

Blog no WordPress.com.

Acima ↑