Os lados quase nunca são iguais

De um lado muito amor

Do outro também

De um lado as pessoas

Do outro o que criamos

De um lado o que sentimos

Do outro o que queremos

Por todos os lados um caminho

Na mente, uma duvida: qual seguir?

De um lado as escolhas

Do outro as consequências

De um lado da porta eu

Do outro o mundo

De um lado da tela, estou isolado.

Do outro, estou com todo resto.

De um lado a felicidade

Do outro a tristeza

De um lado o amor próprio

Do outro a insegurança

De um lado a simplicidade

Do outro a incerteza

De um lado a ausência da vaidade

Do outro a preocupação

De um lado a necessidade de transformação

Do outro a pressa pela manutenção

De um lado um espaço que me basta

Do outro um espaço insuficiente

De um lado a vontade de abrir outras portas

Do outro a volúpia e a falsa impressão de continuidade

De um lado a solidão

Do outro lado também

De um lado um sonhador

Do outro a realidade

De um lado as emoções

Do outro a falsa sensação de liberdade

De um lado a vontade de se encaixar

Do outro alguém já se conformou

De um lado a mudança

Do outro a volta a “normalidade”

De um lado a possibilidade de transformar o presente

Do outro o medo do futuro

De um lado a necessidade de renovar a energia do espírito. E a oportunidade de lavar a alma

Do outro a falta de esperança

De um lado os sentimentos se confundem

Do outro lado a dificuldade de manter a lucidez

De um lado os sonhos se realizam

Do outro lado a realidade assusta

De um lado medo

Do outro lado também.

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