Os amantes da arte choram a morte de Nininha Rocha

É muito difícil nos despedir de alguém que aprendemos a admirar pelo seu talento. É mais complicado ainda, darmos um último adeus a uma pessoa que veio para este mundo com apenas um objetivo, fazer dele um lugar mais leve, melhor e bonito. Essa foi a imagem que Nininha Rocha me transmitiu.

(Foto: MGTV/Reprodução)

Com uma vida dedicada à arte, cultura e comunicação, Nininha conseguiu realizar e desenvolver projetos, que a permitiu se expressar das mais diferentes formas. Essa vontade de transmitir uma mensagem, fez com que ela caminhasse, de forma brilhante, por diversos campos artísticos. Ela desfilou seu talento como: pianista, compositora, poeta, musicista, radialista e escritora, com as seguintes obras: “Pés no Chão” (1981), “Procissão de Velas” (1984), “Desarrumaram a Casa de Maria” (1984), “Escorregaram no Mercado Municipal” (1985), “A Pianista Amou Sem Medo” (1987), “Não Toquem na Banda” (1997), “Um Piano de Uberlândia” (1999), “Não Sou Uma Revelação — Ando Descalço com os Pés no Chão” (2004).

Todo esse legado deixado para a cultura e para comunicação está imortalizado. Essa sua trajetória ganhou o documentário intitulado “A Condessa dos Pés Descalços”. Isso porque a pianista realizava suas apresentações sem sapatos. Em entrevista, certa vez disse: “A música faz parte do meu ser”.

Nininha começou a tocar aos seis anos de idade escondida pai que, por ironia, era maestro e professor. Mas quando a viu tocar, ficou surpreso e, desde então, não parou mais. A artista se apresentou em diversos países pelo mundo afora e com grandes nomes da música brasileira como Wilson Simonal, por exemplo.

Essa história rica, regada à boa música e boa literatura fez com que Nininha Rocha, em 2004, recebesse a Medalha de Honra ao Mérito Acadêmico como uma das autoras contemporâneas mais importantes do país.

Hoje, os anjos irão receber uma alma iluminada. Uma pessoa que fez da vida uma obra de arte. Para nós, fica a saudade.

Antes de finalizar essa matéria, gostaria de compartilhar com vocês um trecho de uma apresentação da grande Nininha Rocha, no festival “Arte na Praça”, de 2008.

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