A arte imita a vida e a vida imita a arte. A arte pode ser lúdica e, ao mesmo tempo, relatar uma realidade. Ela pode nos mostrar algo simples de uma forma grandiosa. A arte pode nos fazer enxergar para onde estamos caminhando ou, simplesmente, nos conduzir para um mundo mais humano. A humanidade está precisando de mais amor, mais calor humano, mais contato. Podemos nos concentrar e aumentar a velocidade da informação, mas também, podemos caminhar devagar, olhar quem está do nosso lado, agradecer e admirar tudo que está em nossa volta.

A inclusão da diversidade humana em uma sociedade, cada vez mais excludente, seja por ignorância ou falta de conhecimento, torna a inclusão no mundo praticamente uma utopia. Isso ocorre por estarmos gostando da própria solidão e amarmos em demasia o que temos, não o que somos.
Nesse momento arte chega para nos dar esperança. O espetáculo “OVO”, do Cirque du Soleil, dirigido pela brasileira Deborah Colker, estará em São Paulo até o dia 12 de maio. Infelizmente, com ingressos esgotados, mas tenho esperança de conseguir ir ainda.
Há 10 anos, Colker ganhou a missão de montar um espetáculo no qual a biodiversidade fosse o tema central, depois de muitos estudos e várias ideias, os insetos que, são de extrema importância para o ecossistema, ao mesmo tempo, em que são menosprezados, fascinaram Deborah.
O Espetáculo conta a história de um inseto que chega a uma comunidade, no entanto, por ser diferente, ele é rejeitado. Para encontrar o seu lugar em uma sociedade que não o aceita, o inseto tem a companhia de uma joaninha solitária. Enquanto luta pelo seu espaço, o protagonista tem que se confrontar com ele mesmo. Em entrevista a Revista Veja, Colker disse: “É um espetáculo sobre as diferenças. Sobre respeito. Mexi com tabus”, concluiu Deborah.
Por conhecer bem a realidade excludente e preconceituosa da sociedade, a diretora emprestou o seu talento para mostrar, por meio da arte, que a sociedade é composta pela diversidade e o que a melhor forma de combater esses desafios é o amor. Além, claro, de mostrar a beleza e a importância da biodiversidade
Por que quero ver tanto esse espetáculo?
Primeiramente, porque sou um cara muito feliz e grato pela vida que tenho. Acredito que minha condição singular fez com que admirasse mais essa diversidade. Sempre me permiti sonhar alto e acreditar em cada um deles. Deixo meu coração me guiar, mesmo que alguns com pensamentos limitantes repitam para eu colocar os pés no chão e viver somente na realidade. Sei que o sonho e a realidade devem andar lado a lado até que os dois se encontrem.

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