Como um grito de socorro a educação e a uma realidade marcada pelos retrocessos, o musical “Malala, a menina que queria ir para a escola” , chega a Uberlândia parta três apresentações, entre os dias 11 e 13 no Teatro Municipal. O espetáculo inspira a criançada a sonhar no impossível, ao mesmo tempo em que nos alerta para os perigos de uma sociedade ignorante.

Muito mais que um espetáculo, uma inspiração! A confirmação de que somos e podemos ser quem nós quisermos, independentemente, da sua condição todos, podemos ser vencedores!
A história de uma menina pobre, aparentemente, marcada para viver sob a influência e costumes de uma cultura autoritária, na qual a mulher é fadada a se render a tradições e convicções limitantes, onde o sonhar não é permitido e você nasce sabendo o seu destino, vem de encontro com a força, perseverança, exemplo e vontade de viver o mundo de Malala.
Não, por acaso, sua história que, ainda está sendo construída, já ganhou repercussão no mundo inteiro. O exemplo da menina paquistanesa que defende o acesso a educação a todas as crianças do mundo, já é conhecida por milhares de pessoas. Ela defende que através da educação, nós conseguimos nos moldar e, deste modo, podemos construir uma sociedade mais justa.
Nascida em uma comunidade violenta, na qual as crianças eram criadas ou para serem submissas ou para serem “guerreiras” de uma religião, se destacou Malala. Filha de professor de escola pública, a menina desenvolveu cedo seu gosto pela leitura e, por ter acesso a informação, desde muito cedo, decidiu atuar na luta pela igualdade de condições e, logicamente, a contestar a realidade que a cercava.
Malala Yousafzai nasceu no Vale do Swat, província do Paquistão. Aos 10 anos, viu sua cidade ser tomada pelo grupo Talibã, que proibiu a música e a dança no Vale, além de banir as mulheres das ruas, as impedindo de ter acesso ao estudo. Inconformada com esse movimento islâmico, com vigilância dia e noite e cheio de regras, Malala criou um pseudônimo e se tornou correspondente da BBC relatando e denunciando em seu blog o regime de opressão e os impactos diários que o Estado enfrentava.
Aos 15 anos, quando voltava da escola, sofreu um atentado e levou três tiros na cabeça. Socorrida em estado grave, apresentou leve melhora e foi transferida para um hospital da Inglaterra, onde se exilou com a sua família.
Atualmente, com 21 anos, a jovem já coleciona prêmios, dentre eles, o Prêmio Nobel da Paz. Por conta da sua luta, ela já ocupa posição importante em debates referentes à educação.
Essa impressionante história de sonhos, contestação, luta e coragem ganhou o mundo se transformou em literatura e, posteriormente, ganhou os palcos. Em 2015, a jornalista Adriana Carranca contou a história por meio de uma narrativa e a publicou com o título “ Malala, a menina que queria ir para a escola”. Em 2015, a atriz Tatiana Quadros, leu a história e já começou a imaginar como poderia contá-la no palco.
Idealizadora do musical, homônimo da obra literária, Tatiane convidou Renato Carrera para construir o projeto. Os dois, juntamente com Adriana, começaram a trabalhar. Eles pesquisaram e descobriram tudo sobre Malala. Construiram a ideia de montar um espetáculo infantil, no qual a plateia e, principalmente, as crianças irão se identificar. E, com isso sair mais fortalecidas do teatro. Sabendo que mesmo em tempos difíceis, onde a educação e a arte são usurpadas da população, é possível sonhar.
A obra de Malala é tão impactante, que Adriana Calcanhoto criou três canções para o espetáculo. Tatiana, gostaria de alguém que representasse o poder feminino. A escolha foi certeira!
Garanta seu ingresso!
Serviço:
Musical Malala a menina que queria ir para a escola
Data: 11, 12 e 13 de maio
Hora: 11 e 12 às 18h e no dia 13 às 09h30 e 15h30 em sessões especiais para escolas
Local: Teatro Municipal de Uberlândia
Ingressos: Lojas Provanza do Center Shopping e Uberlândia Shopping, Lynx Óptca, na Avenida Getúlio Vargas, 1655, no Bairro Tabajaras ou pelo site www.megabilheteria.com
Informações: 9 9866–1727 e 9 9118–6224

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