Não tem como negar, a cultura e arte independentes são os combustíveis para uma transformação social e a ruptura de um sistema.

Vai ver esse é o motivo da cultura ser tão desvalorizada e, muitas vezes marginalizada, pelos poderosos. Mas mesmo com tudo contra, os artistas e os produtores resistem, porque acreditam no poder de transformação que, toda e qualquer manifestação cultural, exerce na sociedade. Mesmo que essa sociedade relutante insista em não aceitar a diversidade.
Um exemplo dessa resistência aconteceu, neste sábado (25), no Terreirão do Samba. O projeto Música Importa trouxe mais uma edição do “Baile do Amor” a Uberlândia.
Com a preocupação de reunir a diversidade e transmitir uma mensagem positiva, o evento reuniu estilos diferentes, proporcionando uma noite muito animada. Os artistas transmitiam sua mensagem, hora refletindo sobre as relações humanas, hora criticando as mazelas da sociedade. E, claro, que ao criticar o contexto social, nossos governantes foram lembrados.
Não foi só uma ou duas vezes que o nosso presidente foi “homenageado”. Em coro, a massa gritava: Bolsonaro vai tomar no c….
Shows
Quem fechou a noite com chave de ouro foi Francisco El Hombre. Com letras contundentes e com uma mensagem direta, muitas vezes confundidas com humor, o grupo levantou o público com as músicas “Bolso Nada”, “Calor Da Rua” e Tá Com Dólar, Tá Com Deus”. O grupo, de forma poética, celebra a diversidade humana e as transformações da vida nas canções: “O Tempo É A Sua Morada” e “Triste, Louca Ou Má”, por exemplo.
O show da banda radicada em Campinas, se diferencia pela energia dos músicos que, a todo momento, conversa e estimula a massa a participar diretamente da apresentação. Essa participação, também, ocorre em manifestações contra o atual cenário político brasileiro.
O “Baile Do Amor” ainda contou com as performances do som pesado e instrumental do Sick. Com uma batida envolvente e letras que retratam a sua própria realidade, Vaine prendeu a atenção do público. Além do som alternativo e letras profundas da banda Pássaro Vivo. Já a música eletrônica ficou sob a responsabilidade do DJ Ávner.
Uma noite para celebrar a cultura independente e comemorar a diversidade.

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