Maratona, rally e muito rock nacional marcam o João Rock

Como descrever a emoção de poder acompanhar uma das minhas bandas favoritas? Nunca imaginei conferir, de perto, um show do Planet Hemp. Mas essa perspectiva mudou há alguns anos, quando o grupo carioca resolveu presentear os fãs com uma turnê comemorativa. E, com muita ansiedade, aguardei esta oportunidade e, neste sábado (13), pude realizar este sonho, claro, tenho que agradecer, especialmente, a um anjo chamado Luíza, que proporcionou a realização deste sonho.

Apesar de a apresentação ter começado muito tarde, depois das 3h , e não ter contado com o Black Alien, BNegão e Marcelo D2 continuam quebrando e “queimando tudo até a última ponta”.

Além de ver a “esquadrilha da fumaça” tive a oportunidade, de pela primeira vez, ir ao João Rock, maior festival com bandas nacionais do Brasil, que é realizado há 14 anos na cidade de Ribeirão Preto.

Realizado no Parque de Exposição da cidade, com uma área de 230 mil metros quadrados, o evento, reuniu este ano 16 atrações, divididas em dois palcos, e abrigou mais de 45 mil pessoas.

Antes de falarmos dos shows, que foram bons de uma maneira geral, vamos falar um pouco da estrutura e de um verdadeiro “rally” para chegar ao palco principal.

Chegamos ao local do festival com o pessoal da excursão, por volta das 14h. Fui até a entrada principal junto com meu amigo Douglas Duarte, ele para buscar ingressos e eu informações por conta de ser convidado da festa.

Ao ver o tamanho da fila, olhei para o Douglas e disse “Eu não pego fila”, ele riu e mesmo resistente a ideia, me acompanhou. Ele retirou as entradas e foi distribuir para a galera da viagem, que estava ansiosa para entrar. Já eu, comecei uma verdadeira maratona, como ninguém sabia me informar onde eu entraria, fui dar uma “volta” no parque. Claro pedi um apoio moral e uma cadeira.

E para minha surpresa, o João Rock não tem cadeiras de rodas para acomodar as pessoas com deficiência e, tão pouco, as pessoas que passavam mal durante o evento. O jeito foi contar com um “ombro” amigo, que não era tão amigo assim, de um segurança.

Como o lugar é aberto, de grama e cercado, com certeza não é fácil carregar uma pessoa com deficiência apoiando no seu ombro, mas eu não tenho culpa se o festival não está preparado.

Mesmo mal humorado, nós fomos apertando o passo, de portaria em portaria, em busca de informação e a cada negativa, o segurança ficava, visivelmente, mais irritado. Enquanto eu me divertia, conhecia pessoas, passava por de baixo da cerca, minto me arrastava no chão, outras vezes pulava, com a ajuda de outras pessoas, mais um equívoco, era carregado para o outro lado.

Depois de uma hora andando em círculos, o segurança, deduziu que eu entrava no evento juntamente com a multidão, então, ele me deixou na fila e vazou. Como costume, furei a fila, no entanto, o pessoal da catraca também não tinha nenhuma informação.

Quando perceberam que a fila não andava e não tinha como eu voltar, o segurança me liberou.

Aí tudo mudou, França, um segurança, apesar de não ter cadeiras de rodas, disponibilizou um quarteto de brigadistas para me acompanhar até a área onde teria que ficar. Turma legal, não me lembro do nome dos quatro, somente dois, Fernanda e o meu xará Igor, me desculpem os outros, que também foram muito atenciosos.

Me senti uma celebridade escoltado até a frente do palco principal. Lógico nesse meio tempo encontrei algumas pessoas legais, que tiraram fotos nossas, porém não me mandaram e eu não lembro o nome delas, outro vacilo.

No meio dos shows, ainda me levaram no banheiro e me livraram do tumulto, muito bom. Eles ainda depois das 6h da manhã, deste domingo (14), fizeram todo o caminho de volta e, até esperam meu ônibus chegar, uma gracinha!

Antes de falarmos dos shows, vamos no mínimo falar que a organização errou um “pouquinho” na programação, que trabalhava com a ideia do festival acabar por volta das 3h. Porém, no entanto, acabou, às 5h32, com uma apresentação reduzida dos Raimundos.

Muitas pessoas relataram que no ano passado o palco principal era dividido em dois, fato que não ocorreu este ano e, que provavelmente, a produção do festival esqueceu de calcular o tempo entre um show e outro.

A Massa, que aguentou até o final, terminou exausta e acabada, querendo, literalmente dormir na grama. Foram mais de 12 horas de músicas, que agradou a todos os estilos. Além do som, o evento este ano, teve até pedido de casamento. A inusitada proposta aconteceu na apresentação do Capital Inicial. Um repórter do CQC propôs a namorada em casamento e, ainda bem para ele,que a tímida mulher aceitou. Porque isso foi gravado e passou na TV

O festival contou com as performances de Criolo, com suas letras políticas e bem trabalhadas, o grupo empolgou o público. Na sequência, Frejat mostrou um pouco da sua última turnê, fez um show no qual relembrou sucessos da carreira, homenageou os contemporâneos dos Titãs ao tocar “Sonífera Ilha”, depois tocou o clássico de Rita Lee, “Mania de Você”, e, claro levantou a multidão ao tocar hinos do Barão Vermelho.

Foto: Érico Andrade/G1)

Depois foi a vez dos mineiros do Skank, de um bem comunicativo Samuel Rosa, que além apresentar as novas canções, também levou as pessoas relembrarem o dia dos namorados com as famosas baladas românticas, mais também fez a galera tirar o pé do chão com hits como: “Vou Deixar” e “Uma Partida de Futebol”. O show do Skank foi tão bom que a massa pediu bis, fato que fez com que Samuel reverenciasse o público. Os mineiros foram os únicos a voltarem ao palco depois do show.

Foto: Érico Andrade/G1)

Dinho, que já é pilhado por natureza, aproveitou a vibe boa e continuou animando os milhares de fãs do Capital Inicial. Claro, eles criticaram os políticos, homenagearam o festival e tocaram músicas , com letras que infelizmente, após tanto tempo, continuam com atuais como é o caso de “Fátima”, “Veraneio Vascaína” e “Que País É Este”.

“Pitty manteve a multidão no gás, apresentou a nova turnê, cantou músicas conhecidas em coro com a galera, alternou momentos românticos, tocando na sequência” Equalize”, “Me Adora” e “Na Sua Estante” com “porradas” como “Teto de Vidro” e “Máscara”. A baiana, de 37 anos, que está mais linda do que nunca, teve que aguentar os populares gritos “gostosa”.

Foto: Érico Andrade/G1)

Depois foi a vez do CPM22 subir ao palco e agradar a garotada. Vou confessar, nesse show fiquei sentado no chão estava “morto” e, vou falar, foio show mais longo. Os paulistas fizeram a moçada pular ao som de: “O Mundo da Voltas”, “Ontem”, entre outros.

Sobre o Planet, só vou falar sensacional. E além de cantar sucessos, o grupo contou com a participação de Pitty na canção “Mantenha o Respeito”, que encerrou o show da banda.

Foto: Érico Andrade/G1)

Com “inveja”, os Detonautas também levaram um convidado. Gabriel o Pensador cantou ao lado do Tico “Cachimbo da Paz”. Eles também conseguiram fazer a galera, mesmo cansada, curtir e cantar com o grupo praticamente em todas as músicas.

E para abrir o domingo, vamos dizer assim, Digão,agradeceu ao publico que não arredou o pé e ficou lá até a apresentação dos Raimundos. O vocalista não deixou a peteca cair, porém tocou cerca de 40 minutos. Tempo suficiente parar levar o público ao delírio com sucessos como: “Mulher de Fases”, “Me Lambe”, “Esporei na Manivela” e ao som do clássico “Eu Quero É Ver o Oco”, o grupo fechou o festival.

Esse foi meu primeiro show dos Raimundos e, apesar do Digão fazer com competência, o vocal do grupo, ter presença de palco e ser animado, eu ainda tenha a imagem do Rodolfo na banda, sei que isso é normal, por isso agradeço ao Digão por manter esta energia viva.

Foto: Érico Andrade/G1)

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