Em um clima de muito amor e amizade, o Festival Timbre trouxe toda diversidade musical…

Saber absorver, compreender e, ao mesmo tempo, admirar as diversidades é um exercício diário, um processo de evolução humana. Afinal, somos criados com raízes no preconceito, em um padrão que nos limita a expandir e a enxergar as possibilidades que a vida pode nos oferecer.

 Uma maneira de quebrar essas crenças e perceber que há muito mais no mundo do que a realidade a qual estamos inseridos, é por meio da cultura e da arte, em todas as suas formas.

 Os festivais causam grande impacto nessa transformação cultural. Eles promovem experiências, causam expectativa, estimulam o senso crítico e deixam uma mensagem que nos faz refletir.

 A sexta edição do Festival Timbre me proporcionou uma experiência diferente, gratificante, de muito aprendizado, gratidão e amor.

 Este ano foi a primeira vez que realizei um trabalho focado no meu projeto audiovisual, para meu canal no YouTube Se Manca. E, não foi um aprendizado somente por conta da correria e dos possíveis percalços que ocorrem durante as gravações. Foram dois dias de muita energia, colaboração, disposição, ajuda, muita gratidão, sorrisos, alegria e amor. E eu acredito que o tema do Festival Timbre este ano está tão de acordo com a fase que estou vivendo, que poderia falar que temos uma combinação perfeita.

 Só o amor nos completa é muito mais do que um slogan, é uma verdade. Um festival que promove o conhecimento, trabalha com a conscientização sobre a importância do meio ambiente e a sustentabilidade do planeta, ao mesmo tempo em que exalta, enfatiza e valoriza a diversidade da sociedade por meio da cultura, tem que perpetuar e permanecer em nossos corações por muito tempo. Que venha o próximo ano!

 Em 2019, o Timbre foi especial. Reencontrar e poder conhecer novas pessoas, estar com os melhores amigos e, ainda poder contar com a colaboração deles para realizar o Se Manca, que era um sonho e, muito por conta deles se tornou realidade.

Gabriela entendendo como funciona o tripé, valeu miga.

Mas momentos assim, são inesquecíveis de várias formas. Na sexta (13), tive a felicidade de contar com o apoio da Gabi. Uma amiga: super proativa, disposta a conhecer, aprender e encarar os desafios da produção. Detalhe, nessa parte, eu sou um desastre. Ela pegou o tripé, desenrolou uma ajuda, aprendeu a montar, focar, olhar a luz, uma grande profissional de primeira viagem, foi um sucesso!

 Mesmo se desse tudo errado, ver aquele sorriso de uma jovem, que tentava disfarçar a emoção de estar pela primeira vez em um teatro, de conhecer algo novo, de se mostrar feliz em estar lá e em poder me ajudar, já valeria a pena.

 Enquanto ela curtia o momento, ao mesmo tempo em que me ajudava com as imagens de apoio, Gabi teve uma reação maravilhosa ao ver Roberta Campos sentada ao seu lado, eu não conseguiria descrever este momento. Claro, rolou aquela foto.

Agora que falei da emoção e a alegria de fazer parte do Festival Timbre, vamos contar como foram os shows de sexta. Lógico, vocês irão acompanhar tudo em breve no Se Manca.
 

 Em um clima aconchegante, simples de muita prosa boa, a noite começou com o som da viola de Bemti. Ele apresentou o seu álbum de estreia, chamado “Era Dois”. Toda simplicidade continuou quando o cantor convidou Roberta Campos para subir ao palco. Os dois mantiveram a energia, contaram causos, brincaram com a plateia e, se quisessem, poderiam até montar uma dupla. Todo mundo cantou junto quando Roberta Campos deu os primeiros acordes de “De Janeiro a Janeiro”.

 O show prosseguiu com cheiro de fazenda, muito verde e tranquilidade. Antes de encerrar sua participação, Bemti já convidou a banda Tuyo para entrar na festa. O trio curitibano fecharia o segundo dia do Festival Timbre na sequência.

Em breve esse grupo fantástico estará no Se Manca

Já devidamente apresentado, Tuyo volta ao palco para mostrar todo o talento que conquistou o Brasil. O power trio apresentou os dois primeiros álbuns da carreira “Pra Doer” e “Pra Curar”. Lio, Lay e Machado encantaram a plateia com seu ritmo, sua melodia, sua afinação, sua simpatia e simplicidade.

Eles estiveram em Uberlândia pela primeira vez! Estavam muito a vontade e potencializaram o clima caseiro, de alpendre, onde todos sentam e trocam ideia. Brincaram com o calor e contaram histórias, uma delas com Lucas Silveira, Fresno. Logicamente, esse foi o gancho para chamar o amigo para subir ao palco e dividir os microfones. O público se entusiasmou neste momento. Eles tocaram “Cada Acidente”, canção que eles gravam juntos na casa de Lucas. Outro momento de destaque do show foi quando o grupo cantou “Solamento”. Os fãs foram ao delírio.

Em breve esse fera, Lucas Silveira, também estará o Se Manca: Foto Gabriela

Essas foram as histórias de sexta. No sábado (14), a empolgação, satisfação e alegria continuaram. Agora na companhia da querida amiga Beatriz Priscila. Foi muito divertido! Um tal de sobe e desce escadas, com mochila nas costas, que acho que perdermos alguns quilos.

Muitas conversas com a produção e empresários para conseguir mais material para o Se Manca. Bia, que também aprendeu como fazer a produção na hora, manteve sempre o sorriso, alegria, a disposição e aguentou firme a correria, uma gracinha! Além de se preocupar com a produção, me ajudou a fazer novos contatos. Não é que a garota é amiga de longa data do Jhean, aquele mesmo do Br’oz, tem projeto novo vindo por aí, aguardem!

Essa lindeza é a Bia, a gente curtir também. Foto: Beatriz

O dia também reservou muita diversidade musical. Com momentos de protestos políticos e de resistência ao sistema ao som dos queridos e talentosos do Dead Fish, que apresentou grandes sucessos da carreira e o atual projeto, intitulado “Ponto Cego”

 Eu, como todo fã de rock, estava na expectativa de conhecer e, quem sabe, entrevistar o Dead Fish, conhecemos o meu xará e conseguimos uma matéria bem legal, que em breve estará no Se Manca.

Criticando o atual cenário político, o trio deu seu recado, fez seu manifesto e inflamou o público que já estava em bom número na Explanada do Teatro Municipal.

Valeu Dead Fish, ainda mais fã! Foto Beatriz

Depois de curtir e vibrar com aquela energia, lá fomos Bia e eu tentar uma entrevista com as lindas e talentosas do duo Anavitória, um dos shows mais aguardados da noite. Bia é super fã, estava ansiosa e muito feliz em poder conhecê-las e eu mais ainda em poder ver esse momento, foi muito bonito.

 Mas não foi fácil realizar esse sonho, em um primeiro momento não seria possível realizar a entrevista. Porém, depois de muitas conversas e de contar com compressão da equipe das artistas, conseguimos fazer uma curta, mas bem legal matéria, que vocês verão no canal. Elas são uma gracinha, sorridentes e muito simpáticas, gostaria de mais tempo, mas foi ótimo.

Minha amiga estava tremendo de emoção, mas conseguiu a foto, que ficou boa. Mas vocês acreditam que ela ela não gostou? Isso não fez ela perder o bom humor e a alegria, pelo contrário, Bia fez até uma montagem com uma foto das duas, que ficou bem divertida.

 Foi um grande show, maravilhosas e poderosas, Anavitória levaram aquela paz e harmonia, com muita energia boa e muito amor. O duo fez todo mundo dançar coladinho, se divertir e cantar. Elas apresentaram os grandes sucessos da carreira e relembram músicas que marcaram a história da Música Popular Brasileira (MPB), como na versão do clássico “Dê Um Rolê”, simplesmente lindo.

Elas são Sensacionais, não percam o Se Manca! Foto Beatriz

Depois de absorver toda a energia e dar aquela revigorada, Bia e eu voltamos para a parte interna do teatro para buscar uma entrevista com Baco Exú do Blues. Não conseguimos a matéria, mas uma das maiores revelações da música, foi super atencioso, ele estava se concentrando para a sua performance, que encerraria a noite. No entanto, na breve conversa que tivemos, ele disse que enfrenta a depressão com muito trabalho e foco na carreira, ele realça que não é fácil.

Valeu pela simpatia e pela mensagem Baco Exú do Blues. Foto Beatriz

Mesmo sabendo que não é fácil falar sobre esse assunto, o artista foi carinhoso e receptivo com a gente. Antes de Baco subir ao palco, Duda Beat fez todo mundo dançar com sua música que conta histórias de amores e sofrimento.

Assim foi minha aventura no Festival Timbre. Com muito amor. Cumplicidade, apoio, amizade e em meio ao mais belo da sociedade, a diversidade.

Por fim, quero agradecer a Gabriela e a Beatriz, queridas amigas do coração, que vivenciaram emoções e enfrentaram os desafios de uma cobertura jornalística.

Um salve a toda equipe envolvida na produção do Festival Timbre, em especial a Laura Moreira e ao Lucas Cordeiro. Muito obrigado pelo carinho e apoio, desculpe a ansiedade e por lotar o zap de vocês com várias mensagens. O Se Manca irá falar por muito tempo dessas noites especiais. Viva o amor em todas as formas, afinal ele nos completa e nos faz feliz.

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