Conheça os mares da nova turnê de Adriana Calcanhotto

Cantora concedeu entrevista exclusiva

“Margem”, a nova turnê de Adriana Calcanhotto chega a Uberlândia, neste domingo (6). A apresentação acontece no Center Convention, às 19h.

Gaúcha, com o jeito tímido, a cantora conquistou o Brasil com sua voz doce e suas composições que dizem muito sobre a gente. Inspirada nas suas emoções e suas influências, a compositora consegue traduzir de forma poética os sentimentos que são latentes ao ser humano. Não à toa, muitas canções da artista foram temas de novelas e filmes.

Foto: Lucas Buchhom Damião

A poesia de Adriana Calcanhotto é simples, cantando os amores e as dores, sua música atinge os fãs diretamente que se identificam com os sentimentos da compositora. Por outro lado, a obra da escritora também pode ser vista como complexa, proporcionando momentos de pura alegria e outros de reflexão. A cantora também expressa de maneira lírica e profunda a sua preocupação com o mundo e o ser humano.

Essa trajetória artística de Adriana Calcanhotto começou desde criança. Filha de um baterista de jazz e de uma bailarina, esse universo sempre esteve presente em sua vida.

Com uma carreira sólida, com quase três décadas de história, a artista sempre nos presenteou com seu talento, navegando em vários oceanos da arte. Adriana Calcanhotto desenvolveu trabalhos premiados, voltados para o público infantil. Para estes projetos, a musicista adotou o nome: de Adriana Partimpim. Além de ser a autora do livro “Saga Lusa”.

Foto: Lucas Buchhom Damião

Em 2019, Adriana Calcanhotto apresenta a turnê “Margem” e, antes desta nova turnê atracar em Uberlândia, a cantora concedeu uma entrevista exclusiva, falando um pouco da sua história e muito deste novo espetáculo.

A artista é uma pessoa simples e tímida E, para superar esta timidez, a arte e o palco tiveram papeis fundamentais para que ela conseguisse mostrar todo seu talento. “Através da arte conseguimos quebrar tantas barreiras, esta talvez tenha sido uma delas. Estar no palco é ótimo em todos os sentidos e me ajuda em vários âmbitos da vida”, contou a Adriana.

Foto: Lucas Buchhom Damião

A cantora tem uma obra na qual percebemos muito da Música Popular Brasileira (MPB), samba, tropicalismo e bossa nova, isso não é por acaso, ela cita Caetano e Maria Betânia como grandes influências.

Agora que contamos um pouquinho da história de Adriana Calcanhotto, vamos compreender a fundo este atual trabalho. “Margem” faz parte de uma trilogia, na qual tem o mar como tema central. Essa inspiração começou, em 1998, com o lançamento de “Marítmo”, E dez anos mais tarde veio “Maré”.

Essa grande paixão pelo mar começou muito cedo. O impacto foi tão grande que a cantora sempre busca novoa conhecimento sobre o tema. “Não me lembro do primeiro contato. Eu não tenho a memória comigo, mas pelas fotos eu vejo que foi um impacto enorme. Acho que eu tinha uns dois anos. A minha relação com o mar é absoluta. A partir do momento que eu comecei a fazer o trabalho mais explicito sobre o meu fascínio por ele, eu comecei a ler mais as obras sobre o mar e as coisas relativas a isso. Tem muitas obras desde a ‘Odisseia, os Lusíadas’, toda a literatura clássica de mares, canções praieiras do Caymmi, ‘Moby Dick’. Essas obras que utilizam o mar como metáfora da condição humana, quanto mais eu leio mais eu gosto de ler”, disse a escritora.

Foto: Lucas Buchhom Damião

Apesar de ser considerada uma trilogia “Margem”, “Maré” e “Maritmo” não foram projetos inspirados para essa finalidade. “Eu apresento uma trilogia dedicada ao mar, mas que não nasceu como uma trilogia. Mas a diferença das turnês ‘Maré’ e ‘Maritmo’ para essa é: ‘Maritmo’ era um show que lançava o disco. Eram suas canções com mais alguns sucessos. O ‘Maré’, aí sim, já era um segundo disco, portanto as canções do “Maritmo” eram meio que obrigatórias. Agora o ‘Margem’ é a trilogia em cima do palco, o palco é o lugar em que os discos podem conversar. O mar é a inspiração. É fonte inesgotável”, enfatizou Adriana.

Sobre o novo projeto, a artista conta que o processo foi mais tranquilo, sem pressão, diferente dos outros álbuns da trilogia. “Como foi uma coisa praticamente secreta, que eu trabalhava sozinha, o disco não tinha obrigação nenhuma, compromisso, prazo, pressão, nem sequer interna, até porque eu estava fazendo outras coisas, eu pude aproveitar isso. Então foi muito bom. Coimbra é um capítulo incrível que se abriu e abriu meus olhos para muitas coisas. Acho que não tem mais nada que eu faça que não esteja ‘contaminado’ por Portugal”, brincou a cantora. Essa ligação e influência da terrinha se explicam, pois Adriana estudou e tornou-se professora na faculdade de Coimbra.

Como amante da arte e da cultura, não poderia deixar de perguntar: como a artista está vendo o atual momento do país? “Eu considero esse período do Brasil e da história do país conturbado, como tantos outros que a gente já viu. Mas sempre fui otimista, então eu não perco a fé”, concluiu a esperançosa e otimista Adriana Calcanhotto.

Serviço:

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