O Roadfest ficou marcado na história das mais de 8mil pessoas que estiveram no Sabiazinho, nesta segunda feira (23). A noite uniu três gigantes do hard rock mundial. Helloween, Whitesnake e Scorpions fizeram a multidão se emocionar e “bater cabeça”. Tinha gente de todas as idades, provando que música boa é atemporal.
Claro, muitos foram para ver uma banda específica e acabaram apreciando e conhecendo as outras atrações. Mas teve uma fã, que infelizmente não vou recordar o nome, não deu a menor bola para os shows do Whitesnake e Scorpions. Assim que terminou o show do Helloween, ela correu para o hotel para tentar conversar com seus ídolos. Detalhe: a fã está seguindo a tour da banda alemã.
Essa história eu descobri por um acaso. Após o término do festival, Caio e uns amigos, que vieram de Patos de Minas, me deram carona até o hotel onde estavam hospedados, não por coincidência, era o mesmo local que os músicos ficaram . Eu que estava lá para pagar menos na volta para casa, acabei tirando foto com o baixista do Holloween, Markus Grosskopf. Ele foi muito atencioso, brincou e disse que nunca havia sido entrevistado por uma pessoa com singularidade e me cobrou uma boa matéria pós-show.

Depois deste adendo, vamos falar como foi a apresentação do Helloween no festival. Artilharia pesada! Muitos riffs de guitarra. Na provável turnê de despedida, a banda reuniu os três vocalistas que fazem a história do grupo alemão. Michael Kiske, Andi Deris e Kai Hansen mostram perfeita sintonia e fizeram o melhor show da noite. Com bastante interação com os fãs, Michael Kiske e Andi Deris conversaram, contaram piada e até, deixaram em aberto a possibilidade de voltar a Uberlândia. A performance dos alemães durou pouco menos de uma hora. Tempo suficiente para fazer massa pular com os sucessos “I Want Out”, “Perfect Gentleman”, dentre outros.


Em seguida David Coverdale e o Whitesnake subiram ao para um show decepcionante. Apesar de manter a pose de galã, fazer caras e bocas e até soltar um tudo bem para uma fã, eu esperava uma interação maior com o público. Fora isso, para os fãs que estavam na grade, o som da apresentação do grupo inglês estava extremamente alto, o que dificultava a ouvir a voz de Coverdale. Talvez, isso tenha atrapalhado a performance do vocalista que, por diversas vezes, tirou o retorno do ouvido.

Entre um hit e outro, a banda mostrava o seu talento e um dos grandes momentos da noite foi quando o baterista, Tommy Aldridge, teve seu solo. E, claro, muitos fãs se emocionaram e foram ás lágrimas com “Is This Love” e “Here I Go Again”.

E, para finalizar, o show mais esperado da noite. Com um palco impressionante e com hologramas, Scorpions sobe ao palco para uma apresentação impecável! Muito bem humorado, Klaus Meine tirou de letra um pequeno problema que teve com o microfone. Mesclando as canções mais pesadas com as chamadas baladas, o grupo alemão viu o público cantar todos os sucessos do começo ao fim, vibrando em cada momento. Porém, um deles merece destaque: quando a bateria de Mikkey Dee foi suspensa e o músico fez sua apresentação solo. Foi um momento único, o músico foi ovacionado pela multidão. Lógico, aquela canção que o fã mais espera vem no final. Com Scorpions não foi diferente, a massa foi a delírio com:
“Rock You Like a Hurricane”.


Helloween, Whitesnake e Scorpions mantém viva aquela vontade de toca. Ainda sentem aquele friozinho na barriga antes de subir ao palco e ficam nervosos quando algo sai errado. Mesmo depois de tanto tempo, todos eles querem e precisam sentir a energia dos fãs.
Podemos terminar esse texto pedindo por mais edições do Roadfest. Agradecendo a produção e celebrando mais essa oportunidade. A música e arte, independente da idade, quando é feita com amor fica eternizada.

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