Sabe aquela peça que emociona! Assim, pode ser definida “Malala A Menina Que Queria Ir A Escola”.
Foram vários motivos que me fizeram chorar. Por ser uma história muito forte, fiquei encantado com o cuidado que a produção teve para transcrever uma história inspiradora, ao mesmo tempo pesada, para um público infantil.

Foto: Divulgação
O musical contou com canções bem elaboradas, aparentemente simples, que nos remetem a grandes clássicos dos desenhos animados, como o da Pantera Cor De Rosa, por exemplo.
O elenco também se destaca pela música, figurino, coreografias e vozes, uma das personagens tem a voz muito parecida com a do bicho preguiça da Era do Gelo.
Também tenho que citar a sensibilidade da produção ao manter viva a memória de grandes mulheres que acreditaram e, ainda acreditam em um mundo melhor.
História
Para você que ainda não conhece a história de Malala. Ela é uma menina paquistanesa. Desde o seu nascimento, já se sabia que ela era especial. Pois em um país onde as mulheres não são registradas, Malala foi registrada pelo pai, um professor, que a estimulou a sonhar e a fez compreender que a única forma de mudar o mundo é através da educação.
Com essa bandeira, ela escreveu, falou e comunicou para os quatro cantos do mundo a realidade opressora, machista e completamente sem esperança em que se encontrava. Já que foi impedida de ir para escola e a aprender, Malala consquistou sua independência e sua liberdade, porque, teve acesso a um lápis, a um livro e, assim, desenvolveu sua habilidade de se comunicar. Claro que essa luta incomodou os talibãs, que são criados para matar.
Deste ponto de vista, aí vai outro elogio, os vilões são bem caracterizados e nos fazem lembrar, por meio das canções, aqueles vilões mais idiotas, que em um primeiro momento nos transmite medo, mas depois nos passa uma imagem de pena.
Malala é tão forte que sobreviveu a um tentativa de homicídio para perseguir lutando por um mundo mais igual, onde a base de tudo é a educação. Essa sua incansável luta foi reconhecida com o Prêmio Nobel da Paz. E em seu discurso na ONU disse: “Nos deixem, portanto, travar uma luta global contra o analfabetismo, a pobreza e o terrorismo. Nos deixem pegar nossos livros e canetas porque estas são as nossas armas mais poderosas.
Uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo. A educação é a única solução. Educação antes de tudo”.
Enquanto uma menina, hoje com 21 anos, nos mostra o caminho, o nosso país faz o trajeto contrário. Querem nos calar, querem queimar os livros, parar a dança, fechar as cortinas, desligar os projetores e inibir toda e qualquer criação estimulada por um sonho. Ao invés do lúdico e da fantasia querem nos armar.
Temos tantas coisas boas no mundo, por que temos que nos concentrar em nos proteger? É muito mais fácil aprender com a criança a amar do que ensiná-la a odiar.
Meu filho vai ser amado e eu vou aprender a amar com ele. Um livro, um instrumento, um palco, um lápis, vários dialogos e o calor humano serão as armas que ele carregará para a vida.
Não perca a oportunidade de conferir Malala A Menina Que Queria Ir A Escola”, neste domingo, no Teatro Municipal, ás 16h.

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