Priscila Fantin e Bruno Lopes concederam entrevista exclusiva antes do espetáculo que acontece neste sábado (27)

O amor é um sentimento universal, impossível encontrar uma única forma de expressá-lo. Ele se manifesta em todas as situações, algumas vezes em maior intensidade, outras não. O amor também se transforma e está presente em nosso universo de emoções, deste modo muitas vezes, o sentimento acaba sendo confundido e mal compreendido por nós.
Por isso, o a amor é tão explorado. Essa amplitude e quantidade infinita de interpretações faz com que o tema esteja em todos os gêneros, estilos e variações da arte. E quando, por ventura, ele não é abordado, o foco é a falta desse sentimento em nossas vidas.
Inegável que uma das maneiras mais clássicas de se expressar o amor é por meio da icônica frase: “Eu Te Amo”, certamente, você já a ouviu milhares de vezes, não é verdade? Provavelmente, a expressão é uma das mais citadas no cinema, teatro, televisão e as demais formas de se fazer arte. Sendo assim: só pelo título o espetáculo “Precisamos Falar de Amor sem Dizer Eu Te Amo” gera, no mínimo, curiosidade e atenção. A peça chega a Uberlândia, neste sábado, para única apresentação que acontece no Teatro Municipal às 20h30.
Curioso que sou, procurei compreender como está obra foi idealizada, como foi o processo de criação, produção, o que motivou o autor a trabalhar o tema e, também outras questões que envolvem a própria leitura dos atores em relação aos sentimentos e conflitos humanos. E, a melhor forma de desvendar estas questões que envolvem o espetáculo e a vida de um modo geral foi: conversando com os protagonistas da obra, Priscila Fantin e Bruno Lopes. Em entrevista exclusiva, tiramos as nossas dúvidas e ficamos sabendo de várias curiosidades.

Não sei como começar a montar o texto a partir daqui. Será que continuo a falar sobre o amor na visão de Priscila e Bruno ou começo com eles falando da peça? Bem, acredito que posso misturar, afinal, o sentimento é confuso, mas o amor, quando bem estimulado, prevalece em todas as situações.
Logo de cara, o título do espetáculo “ Precisamos Falar de Amor Sem Dizer Eu Te Amo” já abre um leque de perguntas, que são sobre a peça em si, ao mesmo tempo, em que queremos saber de como os atores veem o amor, as suas formas e variações. “Toda forma de amor é válida, contanto que seja sincera. Estar inteiramente presente”, disseram os protagonistas. Falar do sentimento mais nobre sem dizer eu te amo parece complicado, pois se pararmos para pensar, é a maneira mais “simples” e se encaixa em diversas situações.
Mas ao mesmo tempo, o excesso dessa expressão faz com quem ela, em muitos momentos, seja usada de forma banal. ‘Eu te amo’ é atemporal, mas se não for preenchido com atitudes, será em vão e, portanto, banal”, explicaram os artistas.
Na trama, as personagens de Bruno e Priscila são pessoas maduras que se conhecem por meio um aplicativo de relacionamento. Assim como as personagens, os protagonistas viveram uma geração anterior. Para eles, as formas de se conhecer podem aumentar, no entanto, o relacionamento se mantém com a convivência e a compreensão de ambos. “O impacto de uma geração para outra sempre acontece. Quem está disposto, se atualiza. Ou procura alguém com os mesmos parâmetros. Namoro virtual, platônico, à distância, existe desde a época das cartas escritas à mão”, lembraram Priscila e Bruno. “No momento que você expõe sua ‘bio’, maquia-se bastante, pois você escolhe o que expor. E o aplicativo, apenas, exacerba um comportamento inerente ao ser humano. Usamos máscaras sociais para onde quer que vamos. Sendo assim, um casal que se conhece na padaria ou no aplicativo, tem que ter a mesma vontade, verdade e persistência para uma relação duradoura e sustentável”, concluíram os idealizadores do projeto.
Falando em aplicativos e internet, essa velocidade e volúpia de informações sobre os mais diversos temas transformou o modo como as pessoas se relacionam. Nesse sentindo, eles acreditam que a tecnologia veio para ajudar, mas algumas vezes é utilizada de forma errada, ainda mais quando a internet está a mercê das emoções e confusões provocadas pelo ser humano “A tecnologia tem que estar a favor da humanidade, mas quem não está preenchido ou preparado, acaba virando refém. No que diz respeito à conhecimento e pesquisas, a globalização das informações só ajuda. Mas quando falamos de emoções e relacionamentos pessoais, vemos que as pessoas estão tão carentes quanto exigentes, tornando as relações cada vez mais efêmeras e descartáveis”, enfatizaram os protagonistas. Para os atores, a internet aproximou as pessoas, mas, ao mesmo tempo, proporcionou isolamento, potencializando a solidão que alimenta os principais conflitos que o ser humano enfrenta como: a angústia, ansiedade, tristeza, entre outros.

Essas emoções humanas e os conflitos gerados por elas são o tema central do espetáculo “Precisamos Falar de Amor Sem Dizer Eu Te Amo”. Agora vamos entender como essa obra nasceu. Bruno e Priscila convidaram Wagner D’Avila, autor da peça, para escrever o espetáculo devido a uma ação beneficente. “Entramos em contato com o Wagner para encomendar um texto para apresentar em Maputo, numa ação beneficente. Depois de um jantar, ele escreveu essa pérola especialmente para nós dois”, afirmaram os artistas. Deste modo, eles atuam ativamente na montagem, desde do figurino a direção. “Fizemos absolutamente tudo. Idealizamos, montamos, marcamos, definimos cenário, iluminação, figurino. Nós nos dirigimos e nos produzimos. É um trabalho sem fim”, contaram os produtores. Desde da montagem, até a estreia, foram duas semanas de ensaios.
Como mostramos acima, a obra nasceu por conta de um trabalho beneficente. Esse trabalho é contínuo e os atores sempre divulgam e levam essa mensagem para várias instituições nas cidades em que se apresentam. “Nosso trabalho social se da seguinte forma: fazemos visitas em instituições locais ou convidamos os assistidos a irem ao espetáculo. Já fizemos sessões gratuitas fechadas para ONGs locais, assim como já arrecadamos alimentos para doar no dia seguinte”, explicaram os dois entrevistados. Por conta deste trabalho, perguntei: há uma diferença entre o público convencional do teatro e o que integra uma instituição? “A magia do teatro acontece da mesma forma para todos, o que diferencia é a experiência de vida de cada pessoa. Quando estamos em cima do palco, vemos os olhos brilhando da mesma forma. Porque todos nós passamos por dificuldades e dores e, não é a nossa condição que altera isso”, concluíram os protagonistas.
A gente não poderia ir embora sem que eles deixassem um recadinho para os fãs que estão ansiosos para acompanhar o espetáculo. Aeeeee Uberlândia e região!! Venham se divertir junto com a gente!! Vocês são fundamentais para a magia acontecer! Esperamos vocês com todo amor!” Finalizaram Priscila e Bruno.
Serviço:
Precisamos Falar de Amor Sem Dizer Eu Te Amo
Autor: Wagner D’Ávila
Direção e Elenco: Priscila Fantin e Bruno Lopes
Contato: 34 9 9982–2473
Vendas Online: https://baladapp.com.br/a/teatroudi/1430
Vendas: Alpha Nutrition (Center Shopping) e Atacadão Suplemento (Pátio Vinhedos e Terminal Central)

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